26/08/2012

TRANSMUTAÇÃO

Ilustração do livro de Johann Daniel Mylius, publicado em 1622, "Philosophia Reformata"
 
O que realmente importa para a evolução humana e para a informação que damos ao cosmo, é o melhor que fazemos, transcendendo para além do bem e do mal quotidianos.
A evolução das espécies - cada dia que passa as novas descobertas da neurologia comprovam-no, ocorre no momento quântico da descoberta possivel da superação, de um outro horizonte até então desconhecido, transmutador do passado, abrindo novas estradas de informação à sistémica de todos os organismos vivos.
Errar é inerente ao processo de aprendizagem, assim como experimentar e perceber o oposto deste lado sombrio. É deste modo que obtemos o ponto de transmutação, a porta para uma outra compreensão do multiverso que nos integra.
Assim há que em cada dia fazer algo que redescubra o nosso potencial, esculpir a pedra bruta que contêm a singularidade e beleza da expressão de vida de cada ser humano.
Dar o nosso melhor, para lá do bem e do mal, é persistir e apostar na biblioteca genética do universo e em sermos co-criadores de novas possibilidades.
Harimahal
 
"...a evolução é basicamente aberta e indeterminada. Não existe meta ou finalidade nela e, no entanto, há um padrão reconhecível de desenvolvimento. Os detalhes desse padrão são imprevisíveis por causa da autonomia que os sistemas vivos possuem em sua evolução, assim como em outros aspectos de sua organização. Na visão sistémica, o processo de evolução não é dominado pelo "acaso cego", mas representa um desdobramento de ordem e complexidade que pode ser visto como uma espécie de processo de aprendizagem, envolvendo autonomia e liberdade de escolha."
in "Ponto de Mutação" de Fritjof Capra, escritor, professor, cientista e investigador em física teórica.

No comments:

Post a Comment

Note: only a member of this blog may post a comment.