quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

DIFERENCIAL ENTRE LIMITES E LIMITADOS



"- prática: "um homem inteligente em certo plano pode ser um imbecil noutros."
Albert Camus, In "Cadernos" (1962-Editions Gallimard), tradução de Gina de Freitas, Colecção Miniatura das Edições "Livros do Brasil", Caderno nº1 (Maio de 1935/Setembro de 1937)
copiado do blog:

Eu diria que muitos dos seres humanos têm um potencial de inteligência ampla e só a desenvolvem maduramente numa pequena área de vida, as restantes partes do seu todo têm e ficam durante as suas existências, com idade imatura... entre os 5 e os 11 anos de vida. Ficam assim limitados, enquadrados, muitos deles com parte da face fora da acefalia e com alguma capacidade de espreita visionária para um outro mundo possível mas, sem a coragem de sair da sua/geral "matrix", firmando com o passar dos anos, uma patológica função normótica. Comovente, confrangedor e preocupante é, encontrá-los aos bandos, nos cargos e organizações institucionais, na democracia e na política, na saúde, na justiça e educação. Poder criar uma cultura de visionários de acção, de regra e valores, de bom senso e de inteligencia global do Ser. É necessária assim e também, uma educação com pés e caminho que contrarie a imbecilidade da normose. Mudar paradigmas, despertar consciências, saber construir e desenvolver a prática das ideias, este é o mote para as novas gerações.

Hari

domingo, 1 de Novembro de 2009

CULTURA PARA A PAZ





pintura de Faffaello Sanzio - Escola de Atenas

"AS PESSOAS SÃO INIMIGAS DO QUE IGNORAM" - provérbio árabe

Quando vem aquele sorrizinho de desprezo ou de incredulidade e o: "não acredito nisso"... sem nunca ter estudado ou pesquisado seriamente o tema em debate.
O provérbio português correlacionado é: "A ignorância é muito atrevida"... mas, direi mais, vivemos numa sociedade de especialistas cuja cultura é escassa e o poder da informação é uma arma poderosíssima para a manipulação das massas "educadas". Licenciaturas, mestrados e afins, não são de todo Cultura, é necessário algo mais para fomentar uma educação de Sabedoria que dissolva as lutas ignaras dos medos e dos falsos poderes. Precisamos urgentemente de uma Cultura para a Paz e para a Sabedoria.

Hari

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

É UMA PERSONALIDADE ALPHA? DESCUBRA...

Descubra se é uma personalidade Alpha e invista em si para desenvolver essa potencialidade.

domingo, 25 de Outubro de 2009

WORLD FOOD PROGRAM

E agora? Podemos e queremos mudar esta visão ou vamos continuar a ignorar que está nas mãos de todos nós, fazer algo se interagirmos com o que ainda não foi possivel fazer melhor? A SER INTEIRO está a fazer a sua parte... e você? Um cidadão esclarecido, participativo, coopera com causas e ajuda, mesmo que com um grão de arroz ou de "areia", a transformar paradigmas que urgem para o bem do planeta e para todos nós. Contribua, voluntarize-se numa causa, faça a sua parte.




sábado, 24 de Outubro de 2009

PAUL STAMETS



PAZ...



AUBREY DE GREY

DANIEL GILBERT




DANIEL GOLEMAN

UM HOMEM BOM

Do filme "Um Homem Bom" de Vicente Amorim:
"Há momentos que mudam as nossas vidas para sempre"
"Há escolhas que nos tornam em quem somos"...

O actor Viggo Mortensen afirmou aquando da promoção do filme em Espanha que, "quando as pessoas se unem, podem mudar as coisas"
Estou nesta fase... agir para unir gente congruente com os seus objectivos, com a sua verdade, e que com o seu exemplo e acção renovem paradigmas que já  não funcionam nem queremos numa sociedade que se quer inovadora.
Hari


DIÁLOGO E A ECONOMIA DE REDE



"A Internet hoje possui inúmeros termos que ajudam explicar nada mais nada menos que a Economia de Rede.
Economia de Rede é a criação de valor por redes sociais em escala global que conectam empresas, governos e principalmente as pessoas que movimentam os mesmos. O combustível que movimenta uma economia de rede são as conversações entre as pessoas, o diálogo. Esse tipo de economia acontece não só na Internet, mas também fora dela no mundo físico.
A figura ao lado demonstra o ambiente que temos hoje traduzido para o contexto da Internet. Entre a economia de rede e o diálogo temos alguns elementos importantes.
Economia da Internet é a economia de rede localizada na rede mundial de computadores.
Mídias Sociais são ferramentas que permitem a formação de discussões entre as pessoas e empresas conectadas na rede. Web 2.0 é a plataforma que sustenta as mídias sociais por meio de blogs, wikis, redes sociais, entre outras aplicações.
Redes Sociais são um dos tipos de ferramentas oferecidas pela plataforma web 2.0 e constitui um dos melhores exemplos de mídia social. Facebook, Orkut e MySpace são os exemplos mais populares de redes sociais.
Comunidades Virtuais são as pequenas tribos formadas dentro de uma rede social, onde pessoas se conectam para conversar sobre os assuntos de seu interesse e descobrir que no final das contas todos temos várias características em comum quando temos objetivos parecidos.
Diálogo é o que permitiu que nós seres humanos formássemos o mundo como ele é hoje, a sua sociedade, economia e essa complexa bola desenhada logo acima."

ECONOMIA DE BOM SENSO




Alemães ricos lançam petição para pagarem mais impostos

"Um grupo de alemães ricos lançou uma petição a pedir ao governo para cobrar mais impostos.

A explicação é simples: dizem que têm uma fortuna maior do que necessitam e que recursos adicionais arrecadados poderiam financiar programas económicos e sociais, avança a BBC.
Este grupo acredita que o governo alemão poderia arrecadar 100 mil milhões de euros se esta classe fosse taxada a 5% por dois anos.
A petição já conta com 44 assinaturas e vai ser apresentada à chanceler Angela Merkel."



quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

Exercicios para o assoalho pélvico

Tema: Importância do Pavimento Pélvico e Incontinência Urinária

Datas: 20 e 30 de Outubro de 2009, 20h na Associação Ser Inteiro
com Drª Laira Ramos
Parceria Ser Inteiro - Relax.Arte

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Palestra Pavimento Pélvico e Incontinência Urinária






Tema: Importância do Pavimento Pélvico e Incontinência Urinária
Datas: 20 e 30 de Outubro de 2009, 20h
com Drª Laira Ramos
Parceria Ser Inteiro - Relax.Arte

Patologias do Pavimento Pélvico
A musculatura do pavimento pélvico é responsável pela sustentação dos órgãos pélvicos e pela continência urinária e fecal; alterações na pelve podem levar a alterações posturais, prolapsos genitais, dores e disfunções sexuais.
A gravidez, a multiparidade, a obesidade, a menopausa e o sedentarismo são as principais causas da fraqueza da musculatura do pavimento pélvico.
Incontinência Urinária
A Incontinência Urinária é a perda involuntária de urina.
18 a 30% da população feminina com mais de 40 anos sofre desta patologia e a sua incidência nas mulheres mais jovens tem aumentado consideravelmente.
Por acharem constrangedor ou por pensarem ser uma evolução normal da idade infelizmente são poucas as mulheres que relatam aos seus médicos a presença desta doença.
A incontinência urinária leva a problemas sociais, psicológicos e de higiene, afectando a qualidade de vida destas mulheres; é uma das principais causas de internamento em lares pelo incómodo causado aos familiares.





segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

AGNIHOTRA

Cerimónia de terapia Homa/Agnihotra, em sanscrito Yajnya - purificação da atmosfera através do Fogo

“Procuremos acender uma vela em vez de amaldiçoar a escuridão.”
Provérbio chinês

HÁ QUE PAGAR...

sábado, 10 de Outubro de 2009

SERMOS INTEIROS - Jean-Yves Leloup

sexta-feira, 9 de Outubro de 2009

THE SMILE ON YOUR FACE... EM TROCA, UM BEIJO...



1999- Notting Hill - Come and sit with me... Pára o tempo!
Esperam-me outros braços em Espanha... e falta pouco, tão pouco que já estou a voar! Espanha..., sempre esta terra amada para onde vou.




Foge, garoto! Há Perséfones cujos poderes assustam as melhores Afrodites... foge..., porque a vida é aquela que nós pintamos.


Hari

Vou mudar-te a Sorte...




Dentro de um avião para Chamonix... porque põem músicas destas enquanto esperamos que o avião descole? Não te mudei eu já a sorte? Não te lançei eu já os búzios? Então, agora, corre, temos tanto para escalar... temos um Monte Branco à espera!
Hari

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

AMOR COM HUMOR - CURSO DE CLOWN PARA CASAIS




E você, quer ser feliz? É em casa que  a aprendizagem começa e o exemplo se dá... para o Outro que caminha connosco e para os filhos. Aprenda a ser feliz!

De 7 de Outubro a 18 de Novembro (às quartas-feiras)
14 horas - Certificado de Participação

das 19h30 às 21h30
Investimento: 80 euros por casal

O Curso de Clown para Casais pretende desenvolver como trabalho principal o Autoconhecimento de ambos os constituintes do casal através do Humor. A aprendizagem deste curso passa por um processo de desaprendizagem mental, ou seja, pela desconstrução consciente dos padrões de comportamento e de reacção repetitivos da mente humana, que se manifestam nos relacionamentos conjugais, bem como em todas as áreas da nossa vida. A observação desses padrões é estimulada através de exercícios orientados, onde cada um (e o casal) é levado a observar o que sente e o que se processa no seu interior diante de um público – espaço esse de partilha de sentimentos através do olhar, na tentativa de encontrar o “Eu” verdadeiro (o Palhaço interior) capaz de se rir de tudo aquilo que aparentemente mais o perturba, encontrando então, dentro de si, o Amor Incondicional.

AMOR COM HUMOR:

Confiança e Feed-back
Desinibição, Imitação e Confronto
Empatia
Liberdade e Responsabilidade
Honestidade e Sinceridade
Vulnerabilidade
A Estupidez e o Ridículo
Fracasso e Sucesso no relacionamento, como lidar
Níveis de Emoções
Improviso = Vida = Criatividade = Amor
Reflexão Meditativa

Sites do Facilitador:
http://cursosdepalhaco.blogspot.com/

Inscrições abertas:

para mais informações contacte:
siplataforma@gmail.com
ou pelos telefones 917 406 567 ou 214 075 993
http://www.serinteiro.com/

RESPONSABILIDADE PELO TODO



A frase “Responsabilidade pelo todo” foi tirada da seguinte declaração de Willis Harman: “Nesta última metade do século, o empresariado tornou-se a mais poderosa instituição sobre o planeta. A instituição dominante em qualquer sociedade precisa ter uma responsabilidade voltada para o todo... este é um novo papel para as empresas, que ainda não foi bem compreendido e aceito”.

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

RITA ALVES - PROJECTO CASA COM VIDA





"Casa com Vida, Quinta do Outeiro. É um renascimento, deixa de ser apenas a minha casa, com a intenção de estar aberta e disponível para dar formações, workshops, consultas, convívios, palestras, enfim...para ser vivida intensamente por todos os que estiverem interessados em partilhar comigo este renascimento. Esperando que todos os que aqui venham se sintam em Casa.
Este meu projecto é ainda muito novo, mas está a crescer, a ideia da Casacomvida é ser um espaço, que para além de ser a minha casa, é também um local onde posso receber pessoas interessadas em participar em workshops que organizo de forma a que se possam sentir acolhidas e em contacto com a natureza, para que se sintam em casa!

É também o local onde tenho o meu consultório e onde dou consultas de terapia regressiva, Processo de memória profunda e de Teatro Dinâmico."

Cada vez mais se realizam projectos no âmbito do Desenvolvimento Pessoal, de Consciência, de Conhecimento de um outro Eu potencial, que nos realiza como Vida  e Seres Humanos. 
A Associação Ser Inteiro divulga e promove projectos inovadores, numa aposta de parcerias e em rede, divulgando e promovendo uma outra qualidade de estar e de fazer o melhor pelo mundo que somos.
O blog da Rita Alves e da Casa com Vida é uma proposta a não perder.


Hari

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

LUIS CARMO (GLUCHO)

Luís Carmo é praticante de meditação e do budismo desde 2000, participando com regularidade em retiros de aprofundamento destes mesmos temas. Desenvolveu uma tese de mestrado sobre o pensamento simbólico e a arte da mandala no budismo tibetano, na area de filosofia da arte. Tem orientado sessões de meditação, cursos, palestras e workshops de introdução ao budismo e à meditação e meditação para crianças. Orienta também cursos de arte e meditação - utilizando a atenção como base para a criatividade e esta como caminho para trazer a atenção à acção e ao próprio acto criativo. Tem trabalhado com a União budista portuguesa, o Ser Inteiro, o NextArt, entre outras entidades.

Actividades no Ser Inteiro
Cursos e aulas de Meditação Budista

Cursos de Expressão Corporal
de Segunda a Sexta-Feira

Inscrições abertas:
para mais informações contacte:
siplataforma@gmail.com
ou pelos telefones 917 406 567 ou 214 075 993
http://www.serinteiro.com/




YOGA DO RISO - prática preventiva de saúde



O que é Yoga do Riso:


O Yoga do Riso surgiu na Índia em 1995 e foi desenvolvido pelo médico indiano Madan Kataria, com base nas técnicas de yoga oriental e nos benefícios do riso para a saúde.
O Yoga do Riso é uma actividade que combina exercícios de respiração (Pranayama) e alongamentos com exercícios de riso, proporcionando a todos os que o praticam um enorme relaxamento e bem-estar. É igualmente um facilitador do pensamento positivo e de uma atitude mais optimista perante a vida.
Esta é uma actividade muito terapêutica, para todas as idades e a prática regular aporta inúmeros benefícios à saúde:

- Massagem dos órgãos internos;

- Reforça o sistema imunitário;

- Permite uma maior oxigenação do organismo, melhorando a respiração;

- Reduz a ansiedade e o stress;

- Combate a depressão, pois quando sorrimos são libertadas serotoninas: o anti-depressivo natural do organismo;

- Aumento da auto-confiança e da auto-estima;

- Potencia a criatividade;

- Actividade altamente desinibidora;

- Favorece as relações interpessoais.

O grande objectivo do Yoga do Riso é: “ Alcançar a Paz mundial através do riso e melhorar as relações entre os seres humanos”

Nota:
A prática desta actividade não é aconselhável em casos de: hipertensão, cirurgias recentes, hérnias, hemorróidas, problemas cardiovasculares, doenças graves do foro psicológico, epilepsia, incontinência urinária.

INÊS HENRIQUES - AULAS DE YOGA DO RISO



Aulas de Segunda a Sexta-Feira
Actividades no Ser Inteiro - Inscrições abertas:

Aulas no período da Manhã – Entre as 8.00h e as 10.30h
e no período da tarde – Entre as 19.30h e as 21.30h

para mais informações contacte:
ou pelos telefones 917 406 567 ou 214 075 993

Nasci a 21 de Outubro de 1981, naquele que considero ser o mais belo e mágico local criado, Sintra. Sou do signo Balança.
Sou apaixonada pela vida e pelo potencial humano. Desde cedo, a busca pela minha identidade e pelo ser que habita em mim, me levou a interessar pelo pensamento positivo e a procurar formas de experimentar e exprimir o que sentia. Em 2004, licenciei-me em Comunicação Empresarial/Relações Públicas pela Escola Superior de Comunicação Social e em 2006 concluí a formação em Gestão das Artes e Produção de Espectáculos, na Etic – Escola Técnica de Imagem e Comunicação. Tenho desempenhado a minha actividade profissional na área da Comunicação e Marketing.
Ao longo deste percurso, tenho vindo a descobrir que o ser humano tem um potencial infinito e a capacidade de criar aquilo em que acredita. Estou em processo de conhecimento e descoberta do meu maravilhoso EU.
Encontrei o meu caminho. Necessito de me conhecer profundamente e desenvolver o potencial que habita em mim, orientar e facilitar a caminhada de outros na descoberta do seu próprio EU e potencial.
Este caminhar despertou a minha consciência para a importância de sermos gratos, de rir e sermos felizes, no aqui e agora!
No Espaço Ser Inteiro vou facilitar as aulas e workshops de Yoga do Riso.


Formações:


1º e 2º Níveis de Reiki no Sistema Usui Tibetano - Formação ministrada no Espaço New Life - Mestre Arminda Mestre;
1º Nível de Reiki Usui Shiki Ryoho no Sistema tradicional - Certificada pela Escola Portuguesa de Reiki e Terapias Complementares – Mestre/Instrutor Carlos Marques;
Líder de Yoga do Riso - Certificada pela Dr. Kataria’s School of Laughter Yoga – Professora Sabrina Tacconi;
Curso de Transformação Pessoal baseado no Método de Louise Hay “ Pode Curar a sua vida”, ministrado por Vera Faria Leal (professora diplomada por Louise Hay e Formadora de Facilitadores do Método Louise Hay em Portugal).

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

PROJECTO BRINCARTE - Criatividade e Educação




Sílvia Cristina Patzsch é Preparadora Corporal, Dançarina, Encenadora, Directora de Produção, Figurinista, Directora Artística. É formada pela PUC e Teatro Guaíra – Curitiba/Paraná/Brasil em 1989 e em Terapia Corporal, com o pedagogo, médico e psicoterapeuta, Dr. Lauro Godoy desde 1990.
Praticou Dança Contemporânea de 1991 a 1998,  na Tempo Cia de Dança, sob a direcção de Rocio Infante

Silvia Patzsch começou aos 13 anos a fazer teatro amador no Grupo Oficina de Teatro em Santa Catarina, Brasil, sob a direcção de Jairo Maciel e é desde essa iniciação ao teatro, que desenvolve a multidisciplina artística, fazendo parte da criação de projectos, de produções executivas, de confecção dos figurinos, cenários, luzes, assistência, preparação corporal, coreografia, actuação, etc…
Está há  8 anos em Portugal, trabalhando em auto-formação e desenvolvimento de trabalho de Consciência Corporal, onde faz a integração dessa escola artística multidisciplinar direccionanda para a Arte Educação e para Terapia Corporal.
Desde 1998 que desenvolve e ministro oficinas, workshops, aulas individuais e em grupos, integrando pedagogia pela Arte Educação e Terapia do Ser, direccionado a todas as idades.
Mantendo sempre os seus estudos e formações contínuas sobre o ser humano e o seu desenvolvimento, todo o seu trabalho ao longo de anos, é baseado na experiência pessoal com as artes e terapias, nas áreas da evolução das ciências cognitivas, das pscico-anato-emocionais, como a Neurociência, Anatomia Emocional, Corpo e Movimento, Anatomia e Fisiologia Humana, as Couraças Muscular do Carácter, A Viagem Interior, Do In, Reflexologia, em pesquisadores-cientistas-autores como António Damásio, Stanley Kelleman, Rudolf Laban, Masaru Emoto, Daniel Goleman, Christiane Northrup, Dalai Lama, Wilhelm Reich, María Jesús Álava Reyes, Simon Brown e outros.

Para saber mais consulte:

http://www.serinteiro.com/

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Basta





É tempo de voltarmos aos ideais, de se fazer e ser o belo no mundo, com estrutura e acção concertada.
É tempo de dizer chega a toda a patologia da normose, ao que divide forças que poderiam ser utilizadas para um mundo que construissemos cada vez melhor.
É tempo de dizer basta a todos aqueles que continuam a a operar nos velhos esquemas de rivalidade, de necessidade de se defenderem de coisa alguma, a não ser das suas próprias cabeças com medo do seu Eu desconhecido.
É tempo de fazer bem e melhor, de estar atento a cada gesto, cada palavra, cada acto, de modo a que sejamos cada vez mais benefício e não um retrocesso civilizacional.
Nós conseguimos, se nos dispusermos a isso, apesar da Ignorância!

Hari

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Parlamento Europeu - Mário David



Um dos homens mais sensatos, inteligentes e de mérito,  que conheci nos "corredores" da política. É uma mais valia para Portugal contar com Mário David como Deputado ao parlamento europeu.
Vale a pena visitar o site e ir espreitando, volta e não volta, o melhor que Portugal representa e defende.

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

I'll Always Love You




Percebes porque es uma benção?... Tolo!

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

"Como poderemos organizar as instituições políticas de forma que os governantes maus ou incompetentes possam ser impedidos de provocar mais danos?"
Karl Popper

Workshop - Orgonomia e PNL com Ruth Veiga Calvão

I Modulo, dia 20 de Setembro de 2009 - 9h30 às 20h
Biorgonomia
Com a Biorgonomia, fundada por Rafi Rosen, baseada na Orgonomia de Wilhelm Reich e na “Técnica do Pestanejar” (Blinking) e do EMDR podem-se tratar medos, traumas, memórias; transformar maneiras de pensar e bloqueios no corpo físico. Passamos a fluir correctamente com energia de vida, com Orgone.
É um trabalho que se propõe ir além dos sintomas. É, antes de tudo, uma Terapêutica profilática que procura alcançar e ultrapassar as disfunções bioenergéticas globais.
PNL - Programação Neurolinguística
Com a Programação Neurolinguística somos responsáveis pela própria motivação; traçamos uma estratégia para as nossas vidas e criamos os meios necessários para atingir objectivos, aprimoramos a assertividade e o poder de persuasão; construímos relacionamentos pessoais e profissionais equilibrados; desenvolvemos a auto-estima.
Consultar programa em


91 740 65 67
21 407 59 93

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Muda de Vida


Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens...que ser assim?...

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim?...

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Letra de António Variações
CD dos "Humanos




Muda de Vida, Hari..., Muda de Vida Hari, se a em Vida em ti tem sempre outros jeitos!

Hari

uma simples forma de Vida... - "O Estrangeiro"

"...eu avancei para ele e expliquei-lhe pela última vez que já não tinha muito tempo à minha frente. Não queria perdê-lo com discussões. Tentou mudar de assunto, perguntando-me por que motivo eu o tratava por "senhor", e não por "meu pai". Isto enervou-me e respondi que ele não era meu pai: e estava do lado dos outros. "Não, meu filho, disse ele pondo-me a mão no ombro. Estou ao seu lado, mas não o pode saber, porque o seu coração está cego.
Rezarei por si". Então, não sei porquê, qualquer coisa rebentou dentro de mim. Pus-me a gritar em altos berros e insultei-o e disse-lhe para não rezar e que, mesmo que houvesse um Inferno não me importava, pois era melhor ser queimado no fogo do que desaparecer. Agarrara-o pela gola da sotaina. Atirava para cima dele todo o fundo do meu coração com impulsos de alegria e de cólera.
Tinha um ar tão confiante, não tinha? Mas nenhuma das suas certezas valia um cabelo de mulher. Nem sequer tinha a certeza de estar vivo, já que vivia como um morto. Eu, parecia ter as mãos vazias. Mas estava certo de mim mesmo, certo de tudo, mais certo do que ele, certo da minha vida e desta morte que se aproximava.
Sim, não sabia mais nada do que isto. Mas ao menos segurava esta verdade, tanto como esta verdade me segurava a mim. Tinha tido razão, tinha ainda razão, teria sempre razão. Vivera de uma dada maneira e poderia ter vivido de outra dada maneira.
Fizera isto e não fizera aquilo. Não fizera uma coisa e fizera outra. E depois? Era como se durante este tempo todo tivesse estado à espera deste minuto... E dessa madrugada em que seria justificado.
Nada, nada tinha importância e eu sabia bem porquê.
Também ele, sabia porquê. Do fundo do meu futuro, durante toda esta vida absurda que eu levara, subira até mim através dos anos que ainda não tinham chegado, um sopro obscuro, e esse sopro igualava na sua passagem tudo o que me propunham nos anos, não mais reais, em que eu vivia. Que me importava a morte dos outros, o amor de uma mãe, que me importava o seu Deus, as vidas que se escolhem, os destinos que se elegem já que um só destino podia eleger-me a mim próprio e, comigo, milhares de privilegiados que, diziam como ele, ser meus irmãos? Compreendia, compreendia o que eu queria dizer? Toda a gente era privilegiada. Só havia privilegiados. Também os outros seriam um dia condenados.
Também ele seria um dia condenado. Que importava se, acusado de um crime, era executado por não ter chorado no enterro da minha mãe? O cão de Salamano valia tanto como a mulher dele. A mulher autómato era tão culpada como a Parisiense que não se casara ou como Maria, que queria que eu casasse com ela. Que importava que fosse meu amigo, ao mesmo título que Celeste valia mais do que ele? Que importava que oferecesse hoje a sua boca a um novo Meursault? Compreendia, compreendia ele este condenado? E que do fundo do meu futuro... Quase atabafava, ao gritar estas coisas. Mas já me arrancavam o padre das mãos, já os guardas me ameaçavam. Foi ele, no entanto, quem os acalmou.
Olhou-me uns instantes em silêncio. Tinha os olhos cheios de lágrimas.
Voltou-se e foi-se embora.
Sentia-me agora outra vez calmo. Estava estafado e deixei-me cair sobre a cama. Julgo que dormi, pois acordei com estrelas por sobre a minha cabeça. Subiam até mim ruídos do campo.
Cheiros da noite da terra e do sol refrescavam-me as fontes. A paz maravilhosa deste verão adormecido entrava em mim como uma maré. Neste momento, e no limite da noite, soaram apitos.
Anunciavam possivelmente partidas para um mundo que me era para sempre indiferente. Pela primeira vez, há muito tempo, pensei na minha mãe. Julguei ter compreendido porque é que, no fim de uma vida, arranjara um "noivo", porque é que fingira recomeçar. Também lá, em redor desse asilo onde as vidas se apagavam, a noite era como uma treva melancólica. Tão perto da morte, a minha mãe deve ter-se sentido libertada e pronta a tudo reviver. Ninguém, ninguém tinha o direito de chorar sobre ela.
Também eu me sinto pronto a tudo reviver. Como se esta grande cólera me tivesse limpo do mal, esvaziado da esperança, diante desta noite carregada de sinais e de estrelas, eu abria-me pela primeira vez à terna indiferença do mundo. Por o sentir tão parecido comigo, tão fraternal, senti que fora feliz e que ainda o era. Para que tudo ficasse consumado, para que me sentisse menos só, faltava-me desejar que houvesse muito público no dia da minha execução e que os espectadores me recebessem com gritos de ódio."
in "O Estrangeiro", Albert Camus
Que diferença há neste olhar ou num outro qualquer? As histórias têm todas o mesmo valor para os deuses e valem um jogo até que o tédio e a noite caia sobre o Olimpo - valem o que valem!
O mesmo fio na muda da cor, tece texturas e diferenças na base onde assenta - um infinito céu de poeiras e estrelas.
Hari

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

TERRA AMADA...

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

Fiar, tecer... a arte de contar histórias


A Mente mente... um mar imenso de ilusões... Mas, também é assim que nos movimentamos para novos rumos, conhecemos outras gentes e outros lugares, acrescentamos percepções, fazemos uma selecção prévia da história que queremos contar no palco da nossa vida. O Universo tem fiandeiras que tecem, tecem... um tecer brilhante de átmos de ser Vida.
Hari

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

Ilusões



"Está claro que não era eu quem curava.
Era o poder do mundo do fora.
As visões e cerimônias tinham apenas feito em mim um buraco
através do qual o poder podia passar para os duas-pernas.
Se eu pensava que eu mesmo o fazia,
o buraco se fechava e nenhum poder passava”

Black Elk Speaks

Foco


"Obstáculos são aquelas coisas medonhas que você vê quando tira os olhos de seu objetivo" Henry Ford

Memória corporal

"A nossa identidade é basicamente corporal"
Alexander Lowen
A nossa memória é toda corporal... sem corpo, o Universo guarda-nos a memória naqueles que serão o futuro.
Hari

É proibido


É proibido chorar sem aprender,

Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,
Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,
Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,
Não viver sua vida com uma atitude positiva
,Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda

domingo, 23 de Agosto de 2009

Cantigas de SER INTEIRO - Ivan Lins

Objectivo: Falar com Ivan Lins...
Hari


http://

domingo, 16 de Agosto de 2009

A ciência da felicidade - Projecto prova que as emoções são contagiosas

"Um projecto liderado pelo psicólogo Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire, Reino Unido, envolveu um largo número de pessoas durante quase uma semana. O objectivo era expandir a felicidade. Segundo o investigador, as emoções são contagiosas e acredita que as pessoas possam passar felicidade para aqueles que as rodeiam, ajudando assim a “alegrar o mundo”.
Autor do livro «59 Segundos: Pense um pouco, mude muito» («59 Seconds: Think a Little, Change a Lot»), Richard Wiseman conduziu o estudo com 26 mil participantes e os resultados iniciais estarão acessíveis em breve numa publicação científica, ainda não determinada.
Numa parte do estudo, os participantes foram aleatoriamente designados a um dos cinco grupos existentes. As pessoas dos primeiros quatro grupos viam um vídeo descrevendo uma das quatro técnicas normalmente utilizadas para estimular a felicidade: expressão gratidão, sorrir, recordar um acontecimento agradável do dia anterior ou praticar um acto de gentileza.
Foi pedido aos elementos do quinto grupo, o “grupo de controlo”, que pensassem simplesmente no que tinha acontecido no dia anterior. Este grupo é muito importante porque ajuda a avaliar o nível de mudança na felicidade obtida por efeito de placebo.
Felicidade é contagiosa.
Aos participantes foi-lhes pedido que continuassem a treinar as técnicas ensinadas e que no final do projecto reportassem qualquer mudança no seu humor. Todas as tácticas, mesmo as do “grupo de controlo”, resultaram num aumento da felicidade. No entanto, os participantes a quem foi pedido que pensassem numa coisa positiva do dia anterior foram os que registaram o maior nível de alegria (mais 15 por cento do que o “grupo de controlo”).
A outra parte do projecto incluía duas sondagens a nível nacional, uma antes outra depois do estudo. Perguntou-se a duas mil pessoas para avaliarem o seu humor.
Metade das pessoas que responderam descreveram-se como alegres, 30 por cento desanimadas e 20 por cento indecisas.
Os resultados revelaram 7 por cento de crescimento de alegria após a experiência. É impossível, no entanto, dizer se este crescimento se deveu apenas ao projecto ou se foi causado por outros factores."

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

CHUVA - MARIZA



As coisas vulgares que há na vida

Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Composição: Jorge Fernando

sábado, 25 de Julho de 2009

Chineses curam Gripe A com Medicina Tradicional

Médicos do hospital Ditan, em Pequim, revelaram que utilizaram medicina tradicional chinesa para curar 88 dos 117 pacientes afectados pela gripe A que aceitaram submeter-se a esse tipo de tratamento.
Segundo Wang Yuguang, responsável pelo hospital, citado pela agência Efe, dos 297 casos confirmados da gripe atendidos no local, 88 foram tratados com ervas, num tratamento que "não provoca efeitos colaterais e é seguro". O responsável declarou ainda que o período de recuperação do doente com o uso da medicina tradicional chinesa é menor, assim como o custo, de 12 iuanes (1,30 euro), em comparação com o preço do Tamiflu, 56 iuanes (5,80 euros).
"Além disso, a vantagem é que os médicos podem receitar combinações de ervas diferentes de acordo com o estado de saúde de cada indivíduo", especificou Wang.
Desde o dia 15 de Maio, os responsáveis do hospital Ditan, um dos designados para tratar os pacientes da gripe na China, começaram a utilizar uma combinação de medicina tradicional e Tamiflu num paciente.
Ao comprovar a efectividade do tratamento, passaram a utilizar apenas as ervas com os doentes que chegaram depois.
No entanto, Sha Dahai, do Hospital de Medicina Tradicional Chinesa do distrito de Chaoyang de Pequim, afirmou que o uso desse tipo de técnica é mais efectivo nos estágios iniciais da doença por causa do seu cunho preventivo.
Até agora, a China registrou 4.018 casos da gripe, sendo que a maioria dos pacientes contaminados pelo vírus A já recebeu alta. A primeira morte em decorrência da doença, um homem de 42 anos, foi registada neste mês em Hong Kong.

sexta-feira, 24 de Julho de 2009


Santo Inácio de Loyola ensina-nos que só podemos vencer os nossos pontos fracos tomando consciência deles e aceitando-os com humildade, olhando bem para eles e dizendo: "tenho este defeito", "tenho esta tentação", "tenho este pecado", "mas é com isto que terei de avançar e de me construir, de me fazer santo".
Vasco P. Magalhães, sj

segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Encontros de Vida e de Ser Inteiro


Todos os encontros de Vida, sejam eles bons, maus ou neutros, são aprendizagens e desafios no trilho que decidi percorrer. Por vezes, aparecem Anjos de Benção e Alegria para agilizar o percurso e este transforma-se no sorriso de Deus. Façamos então esta nova etapa, com o Vivente, com o Amor e o Aberto, que acontece em cada instante. Flores, muitas flores no Caminho...
Hari

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Fragas

Desta terra sou feito,

Fragas são os meus ossos,
Húmus a minha carne.
Tenho rugas na alma
E correm-me nas veias
Rios impetuosos.
Dou poemas agrestes,
E fico também longe
No mapa da nação,
Longe e fora de mão...

Miguel Torga

sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Projecto Inter-Ajuda - saiba o que é!


Nas comunidades Portuguesas o processo de inter-ajuda existe e continua a criar elos de ligação tradicionais, embora por vezes descontínuos e sem objectivos concretos. Mas como são naturais e ancestrais subsistem. Talvez possamos ter a pretensão de os melhorar e actualizar dando-lhes ideias novas e funcionais.
Estes movimentos seculares são óptimos, pois criam a identidade e ponto de referência para cada indivíduo, na vivencia rural e urbana sendo nas grandes cidades (com população maioritariamente migratória e desenraizada) que essa inter-ajuda se toma no único veículo humano e cultural que pode atravessar barreiras, criar núcleos com futuro de qualidade responsáveis pela consciencialização real entre a meio envolvente e o individuo. Creio ser este sistema o mais eficaz a médio e longo prazo. A nível de financiamento e manutenção é fácil e fundamental para uma população bem integrada.
Vou dar alguns exemplos de experiências passadas noutros lugares e que podiam ser úteis em Portugal:
- Cada cidadão tem um cartão com fotografia, tipo B.I., em que diz a localidade a que pertence (bairro); Este documento e renovado anualmente.
O serviço é prestado nas Câmaras e a idade mínima e normalmente de seis (6) anos (primeira classe).
Com o cartão tem-se direito a ir gratuitamente a Bibliotecas Públicas, Museus, Piscinas Municipais, eventos culturais, consultas médicas feitas em locais pré-estabelecidos, normalmente escolas, cursos e múltiplas actividades e áreas conforme a procura, etc...
Por seu lado, os cidadãos tem obrigações que começam muito cedo desde prestação cívica que vão do mero plantar de árvores, limpeza de jardins, ruas, praias, pintar ou arranjar algo degradado, até ao contributo para acção médica gratuita, cursos diversificados, etc...
Cada um trás algo para a Comunidade. Este serviço e coordenado de forma voluntária nos bairros e conta com uma base de dados actualizada e centralizada e com a distribuição de informação em áreas públicas, através dos correios, escolas e outros locais de consulta fácil.
Permitam-me uma nota pessoal. Os meus filhos, de dezasseis e dezassete anos, já foram bombeiros, durante um ano tiveram a seu cargo pessoas idosas e doentes (faziam-lhe compras, limpavam-lhes a casa, liam e ajudavam em pequenos problemas quotidianos) restauravam edifícios estragados e ate deram um curso de "Origami" (dobragem de papel em formas japonesas).
O meu filho, que tinha na altura doze anos, deu o curso durante dois anos consecutivos, duas vezes par semana, a participantes com idades compreendidas entre os 10 e os 80 anos. Foi muito divertido e positivo.
Creio, que este trabalho, sendo desenvolvido em cooperação com as Associações Tradicionais, como por exemplo em Portugal, as Misericórdias, será a solução para muitos dos problemas mais difíceis com que nos confrontamos a nível cultural, cívico e até de motivação numa era de desemprego, massificação e desumanização. A possibilidade de ser-se envolvido em algo comum afasta do individualismo e egocentrismo apático em que parte da população se encontra. O apego ao que foi conseguido em conjunto cria bases para nova consciência colectiva visível e regeneradora.
Ruth Calvão
 

BOA VIAGEM, OLHOS QUE ME FICAM NA ALMA...




Tenho em mim uma cicatriz mais, uma cicatriz de um tempo de busca, uma cicatriz de Glória, uma ferida que deixei que abrisses para me reconhecer.
Foste Espelho de Sol que agora parti e que partiu, já parido em mim.
Sol, Sol, meu Oposto Solar... em ti me revi, abençoado sejas pelas tuas viagens de Estrelar.
Reconheci-te neste espanto de me ver.
Afundei-me em ti, perdi-me e regressei, devagarinho, ao meu corpo dorido de te quebrar.
Ficas-me novo, rebento a crescer, ainda de pés frágeis para se saberem entronar, florescer, fazer Amor Amado, aqui na Terra como no Céu.
Meu Bobo, Louco, Feliz...!
Que todas as Estrelas se ergam em ti, cantando o teu passar e, meu Sol de estrelar, que eu saiba, agora, Ser Ponte de Travessia, por reconhecer de cor, o teu Caminhar.
Obrigado, Espelho de Jupiter e Sol, de Marte e Vénus, Mercurio, Balança Ascendente, pela semente de Loureiro lançada entre as Margens da nossa Terra, da Ponte que precisei e precisas atravessar.
Sol Oculto que desvelei de mim, meu Amor, sei-te, agora, de cor.
Sol, meu Oposto Solar, que em ti me revi, obrigado!
Abençoado sejas em todas as tuas viagens, que sejam Iluminadas e possas, assim, ver e reconhecer quem realmente És!
Meu Bobo, Louco, que se quer Liberdade Feliz!...Estou a sorrir, meu Sol oposto de estrelar, com a igual Beleza na Alma, que Deus te emprestou ao Olhar!
Boa viagem, olhos que me ficam, sempre que partes, no ser a cantar!


Hari

quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Cérebro de homens e mulheres é diferente até no nível celular, segundo cientistas espanhóis



"Um quarteto de cientistas espanhóis fez a primeira análise comparativa do cérebro de homens e mulheres com a ajuda do microscópio e concluiu: há diferenças significativas, até em nível celular.
O estudo está na edição desta semana da "PNAS", a revista científica da Academia Nacional de Ciências dos EUA, e mostra um novo caminho para estudar as diferenças de funcionamento entre o cérebro masculino e o feminino.
Há tempos está claro para os cientistas que homens e mulheres têm níveis diferentes de sucesso com relação a certas habilidades. Homens, por exemplo, parecem ser melhores em processamento de informações espaciais, ou seja, ligadas à geometria dos objetos. Já as mulheres ganham de goleada quando o assunto é habilidade de verbalização e socialização.
Como todas essas coisas são feitas pelo cérebro, os neurocientistas sempre esperaram encontrar diferenças entre o órgão em sua versão masculina e em sua versão feminina.
Com efeito, eles já haviam encontrado algumas diferenças, como o tamanho de certas estruturas, visíveis com técnicas de tomografia. Mas observar o cérebro em nível celular nunca havia sido feito, pois obter amostras para colocar sob um microscópio é dificílimo -- são tecidos que se degradam rapidamente após a morte, inviabilizando seu estudo.
Para conseguir os resultados inéditos, a equipe de Lidia Alonso-Naclares, do Instituto Cajal, em Madri, contou com uma ajuda de pacientes epilépticos, que iam passar de todo modo por uma biópsia cerebral (extração de amostra para examinação clínica).
Quatro homens e quatro mulheres participaram do estudo, que envolveu a análise de tecido do neocórtex temporal -- uma região localizada nas camadas superiores do cérebro, abaixo das laterais do crânio.
A constatação foi a de que os homens têm, em geral, mais sinapses -- as conexões que existem entre as células cerebrais -- do que as mulheres nessa região cerebral.
Dúvidas e novas questões
Os pesquisadores admitem que os resultados podem não ser os mesmos em cérebros de não-epilépticos, mas acreditam não haver razão para isso.
Eles também não conseguem dizer, no momento, qual é o impacto da diferença no número de sinapses para o funcionamento daquela região do cérebro. "A porção anterior do neocórtex temporal está envolvida tanto em processos emocionais como em sociais, inclusive na teoria da mente, entre outras habilidades", disse Alonso-Naclares ao G1. "Entretanto, não sabemos qual é o significado funcional de uma menor densidade de sinapses nessa região particular do cérebro das mulheres."
Ou seja, já ficou claro que há diferença na quantidade de sinapses entre homens e mulheres, mas ninguém sabe para que serviria ter mais ou menos sinapses naquela região cerebral.
E os cientistas quase imploram para que ninguém extrapole as conclusões tiradas da análise do neocórtex temporal para todo o cérebro. "Nós aconselhamos o leitor a exercer cautela ao extrapolar os presentes dados para o cérebro inteiro", escreveram os cientistas. "Mais estudos serão necessários para examinar se a densidade sináptica é similar ou diferente em outras áreas corticais."

segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Macedo de Cavaleiros - Maciço de Morais






"Maciço de Morais: antigo oceano enquadrado por dois antigos continentes"

No Maciço de Morais (Macedo de Cavaleiros) encontra-se bem representada a sutura do Orógeno Varisco. Num curto espaço geográfico, podem observar-se testemunhos do Continente Laurússia, do Oceano Rheic e do Continente Gondwana, os dois continentes e o oceano envolvidos na formação da Cadeia de Montanhas Varisca, formada entre 390-380Ma.


"Na pequena aldeia de Morais é possível identificar testemunhos da colisão entre dois antigos supercontinentes e do oceano Rheic, o “pai do Atlântico”. As marcas deste violento episódio despertam o interesse de inúmeros investigadores e começam
Chamar à pequena aldeia de Morais, no concelho de Macedo de Cavaleiros, o “umbigo do mundo”, poderá soar como algo disparatado, no mínimo, ficção cientifica. Mas, por muito estranho e difícil que seja de compreender, a expressão tenta transmitir, de uma forma simples, um processo de colisão de massas que originou uma cadeia de montanhas, conhecida no mundo da ciência como sutura do Orógeno Varisco. Para compreender esta verdadeira revolta das entranhas da Terra é necessário recuar cerca de 400 milhões de anos atrás e ter em conta que o planeta era um lugar bem diferente daquele que actualmente conhecemos. Existiam apenas dois supercontinentes, Laurússia e Gondwana, e um oceano, o Rheic, conhecido entre os geólogos como “o pai do oceano Atlântico”. O supercontinente Gondwana compreendia então a América do Sul, África, Madagáscar, Índia, Austrália e Antárctida, enquanto que a Laurússia correspondia à América do Norte, Europa e Ásia do Norte. O único oceano que cobria o planeta azul era o Rheic. O choque entre esses dois continentes levou ao fecho do oceano Rheic e a uma nova reorganização dos continentes que não a que hoje conhecemos, pois, como um “puzzle”, sempre se separaram e juntaram por diversas vezes ao longo da história. Este episódio geológico, com milhões de anos, ficaria marcado para sempre nas rochas e pode “ler-se” ao longo do maciço de Morais, em Macedo de Cavaleiros. No entanto, para compreender essa “história” foram precisos muitos anos de trabalho, pesquisa e investigação. A conclusão a que os geólogos chegaram é que a pequena aldeia de Morais e a cadeia de montanhas que se estende até ao concelho de Vimioso e Mogadouro é o que, de uma forma metafórica, se pode chamar como “umbigo do mundo”. E se aos olhos dos leigos a paisagem nada mais é do que monte e rochas, já aos olhos dos cientistas observar o maciço de Morais é ver algo que dificilmente se encontra no mundo inteiro.
Viagem às profundezas do oceano
“Mas quem esteve lá para ver e agora contar tudo isto?”. A esta questão encontrou o Mensageiro resposta aquando da participação na actividade “Geologia no Verão – Maciço de Morais”, promovida pela Câmara de Macedo de Cavaleiros e pelo Centro de Ciência Viva. Às oito da manhã, no dia 23 de Agosto, junto ao centro cultural da cidade, cerca de 20 pessoas, vindas de diversos pontos do país, de diferentes idades e com diferentes percursos académicos, aguardavam a chegada dos responsáveis da acção para obter uma resposta à pergunta anteriormente formulada. Os geólogos, Eurico Pereira e António Pinto, e o biólogo Pedro Teiga deram as boas-vindas e, enquanto iam avançando com as explicações teóricas, deu-se início à viagem de autocarro. Uma primeira paragem para conhecer melhor os elementos em causa e, depois, uma outra junto ao santuário de S. Ambrósio. Em diversas paragens, os cientistas vão apontando elementos que comprovam a existência de dois antigos continentes e de um oceano. Algumas das rochas observadas, que à primeira vista parecem xisto, são na verdade rochas vulcânicas xistificadas, que passaram por um processo metamórfico encontrando-se completamente deformadas. Para melhor compreendermos, os especialistas compararam este processo ao do fabrico de massa folhada. Ou seja, “apertou, esticou, foi ao forno e expandiu”, tal como as rochas. Entre a aldeia de Junqueira e Talhas, por exemplo, a presença de rochas basálticas não deixa margens para dúvidas: é um sinal de ruptura com a crosta oceânica. E são sinais de que o continente está em permanente ruptura, permitindo a subida à superfície de elementos que se encontravam a grande profundidade. Santulhão, no concelho de Vimioso, seria a margem do supercontinente Godwana. Daqui para a frente a viagem é como um “mergulho no oceano”. Estes processos de movimentação, colisão e ruptura ficam marcados nas rochas em linhas e marcas que permitem ver direcções de transporte. “Há aqui materiais que vieram a navegar de locais que ficam a mais de 200 quilómetros”, vão confirmando os cientistas. E se as rochas permitem leituras que não deixam marcas para dúvidas, também a nível biológico há provas bem marcadas de todo este processo. A presença de materiais com excedentes de níquel, ferro e crómio, gera solos inóspitos. As plantas que rareiam indicam isso mesmo e ajudam os geólogos a compreender melhor a “história” deste episódio.Os critérios de identificação podem ser microscópicos, mas estão lá. Outro dos critérios que permite aferir e confirmar estas afirmações assenta na comparação com outros locais do mundo. E é através destas que os especialistas afirmam que, no mundo inteiro, existiram apenas uns cinco ou seis locais idênticos a este.
Morais, o “epicentro” da colisão
Morais, pequena aldeia de gente trabalhadora, poderá ser chamada o “epicentro” de todo o processo. Assente sobre a falha que dividiu o maciço em dois, aqui é possível observar, a norte, a parca vegetação, o “monte maldito”, sinais que indicam que estamos na presença de crosta oceânica. Já a sul, é visualmente evidente que estamos na presença de um outro continente, extremamente produtivo, com uma vegetação rica, solos férteis, típicos do mediterrânico. A todos estes indícios juntam-se outros, no decorrer da viagem, que confirmam a veracidade da história geológica, por muito difícil que seja, aos olhos de um leigo, imaginar que aquela paisagem tenha sido diferente. Prosseguindo até Balsamão, junto ao rio Azibo, por caminhos difíceis e sinuosos, é possível encontrar o que os geólogos chamam de “Bilhete de Identidade da crosta oceânica”, ou seja, o complexo de diques. Um dique é uma intrusão segundo uma fractura penetrante que atravessa camadas ou corpos rochosos pré-existentes, provocando uma deformação de origem tectónica. Inclusivamente, pode até haver rotação dos estratos atravessados pelo dique, de tal forma que estes podem tornar-se horizontais, como nas margens do rio Azibo (fotografia acima). Segundo os geólogos, “podemos ter todos os sinais indicadores da presença de crosta oceânica, mas sem a presença de diques não há certezas. O complexo de diques é o código de barras que indica claramente a presença de crosta oceânica”.
Viagem ao “centro” da Terra
Do rio Azibo até às margens da ribeira do Sabor, seca por esta altura do ano, encontramos uma das rochas mais bonitas do país, na opinião do geólogo Eurico Pereira. Ambos os especialistas contam com anos de experiência na área, em diversos locais do mundo, e confirmam que difícil será encontrar uma paisagem tão bela e tão rica, ao nível geológico e biológico. Num ponto alto podemos observar os testemunhos dos dois continentes e do oceano, ao mesmo tempo que uma panóplia de cheiros nos invade os sentidos, como se estivéssemos num “paraíso botânico”. Natural da região, Eurico Pereira, o mentor da carta geológica do concelho, não resiste a desfiar das memórias antigas recordações de criança. “Quando era criança e vínhamos até à ribeira, parava aqui a olhar maravilhado esta rocha”. A tal rocha, de um branco imponente, é um granito praticamente impenetrável que poderá ter estado a mais de 60 quilómetros de profundidade e que poderá ter cerca de 1100 milhões de anos, tendo em conta que apenas se conhecem cerca de 13 quilómetros da superfície terrestre, 60 quilómetros é uma distância quase astronómica. É notório o quão pouco sabemos sobre o que acontece debaixo dos nossos pés e isso poderá dever-se também à forma subalternizada como a Geologia é “tratada”, ou maltratada, em Portugal, perante outras ciências. Para os geólogos chegarem à conclusão que o maciço de Morais pode ser considerado uma “raridade geológica”, foram precisos anos e anos de muitos estudos. No entanto, o esforço não foi em vão.
Rotas Geológicas ainda este ano
A Câmara de Macedo de Cavaleiros aprovou já um projecto que visa explorar as potencialidades turísticas do Maciço de Morais. A proposta designa-se desta forma - “Percorra milhões de anos geológicos nos 12 878 hectares do Sítio de Morais” – e, para colocá-la em prática, a autarquia pretende, ainda este ano, começar a investir na melhoria dos acessos e na divulgação. Ali pretende-se, em colaboração com os geólogos, apostar na criação de rotas turísticas e na promoção de actividades que dêem visibilidade ao local e facilitem, ao público em geral, a interpretação do sítio. A intervenção vai custar 715 mil euros e será feita ao abrigo do Programa Operacional do Norte."
in "Mensageiro de Noticias" - 12 de Setembro de 2008
"A aldeia de Morais, no concelho de Macedo de Cavaleiros, é o umbigo do mundo! Pode parecer estranho, mas a afirmação é de relevo no mundo da geologia.
Ao que parece foi ali, precisamente ali, que há milhões de anos, se deu a colisão entre dois continentes e que depois gerou a constituição actual do planeta Terra.
Esta explicação foi transmitida ontem aos alunos da secundária de Macedo por Eurico Pereira, professor na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e autor da carta geológica do concelho.
“Num espaço de poucos quilómetros tem concentrado aquilo que normalmente só se vê em milhares de quilómetros de extensão” explica Eurico Pereira, mentor da carta geológica de Macedo de Cavaleiros, acrescentando que “tem concentrada uma cadeia orogénica com um continente, um oceano de permeio e outro continente” que corresponde “à parte inicial de um ciclo geológico” em que “o oceano fecha dando-se a colisão dos continentes”.
O maciço de Morais é assim uma das coisas mais extraordinárias da geologia global, pois é o testemunho da colisão de dois continentes, que deram depois origem ao “Gonduana”, chamado de super continente, que milhões de anos mais tarde gerou a cartografia do mundo dividido em cinco continentes, tal e qual o conhecemos hoje. Há então em Morais vestígios de um continente que entrou em ruptura e deu lugar a um oceano. Das imensas rochas que comprovam uma crosta oceânica, os diques são como que o “bilhete de identidade”. Ainda assim “encontram-se em poucos sítios” salienta Eurico Pereira, mas é possível encontrá-los no vale do Rio Azibo “na zona subjacente ao Mosteiro de Balsamão” e na chamada ponte das Barcas, em pleno Vale do Sabor, a sul de Talhas, mas que para esteve investigador “é uma zona mais inacessível”.
Morais, Sobreda, Paradinha e Balsamão formam uma crosta oceânica completa, já visitada por escolas de Paris. Aliás no Pontão de Lamas, no IP4, vê-se onde começa o maciço de Morais, com a presença de xistos “borra de vinho” ou por exemplo no campo de futebol de Macedo, onde as rochas verdes, indicativas de basalto, provam a ruptura do continente com o oceano."
in "Rádio Brigantia" 14 de Março de 2008

Novas descobertas tratamento de Alzheimer


"Equipa de investigadores do MIT conseguiu que ratos induzidos a perder um número significativo de células cerebrais recuperassem capacidades cognitivas,depois de sujeitos aos inibidores de HDAC. O próximo passo é desenvolver e testá-los em doenças humanas associadas a problemas de memória para tratar doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.


Uma equipa de investigadores do Instituto Picower para a Aprendizagem e Memória, do prestigiado MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), conseguiu que ratos com sintomas semelhantes à Alzheimer recuperassem memórias de longo prazo e a capacidade de aprendizagem, noticiou a revista Nature.

Os cientistas usaram substâncias para estimular a função de um gene - também por eles recentemente identificado - que está relacionado com a formação da memória no cérebro. O sucesso da experiência pode contribuir para o desenvolvimento de futuros tratamentos para seres humanos afectados pela doença mas isso "poderá demorar uma década ou mais", assinalou Li-Huei Tsai, professora de Neurociência no Instituto Picower e chefe da equipa.

Segundo o artigo da Nature, descobriu-se que substâncias que actuam sobre o gene HDAC2 revertem os efeitos da doença e estimulam a função cognitiva em ratos. O gene ligado à Alzheimer, e sobre o qual a substância actua, regula a expressão de vários genes implicados na capacidade do cérebro de mudar em resposta a experiências e na formação da memória, explica ainda a investigadora, acrescentando que "inibidores HDAC estão em fase experimental e não foram usados para tratar Alzheimer ou demência". No entanto, sabe-se agora que "a inibição do HDAC2 tem o potencial de estimular a formação da memória", congratula-se Li-Huei Tsai. O próximo passo é desenvolver novos inibidores HDAC2 e testá-los em doenças humanas associadas a problemas de memória para tratar de doenças neurodegenerativas, mas estes tratamentos deverão demorar anos a desenvolver.

Estes medicamentos reformulam a estrutura do DNA que sustenta e controla a expressão de genes no cérebro, pode ler-se ainda na secção de Ciência da BBC, que cita a Nature. Estas substâncias são actualmente testadas para o tratamento da doença de Huntington - uma doença hereditária que resulta da morte dos neurónios, diminuindo a capacidade intelectual e provocando mudanças no comportamento. Também já são usadas no tratamento de alguns tipos de cancro e "vários inibidores HDAC estão actualmente em ensaios clínicos como novos agentes anticancerígenos e podem ser fonte de esperança na cura de outras doenças nos próximos dois a quatro anos", afirmou ainda Tsai, que é também investigadora no Instituto Médico Howard Hughes.

Os investigadores conduziram tarefas de aprendizagem e memória com ratos transgénicos que foram induzidos a perder um número significativo de células cerebrais. À semelhança da atrofia cerebral causada pela Alzheimer, não conseguiam lembrar-se das tarefas que aprenderam, mas depois de sujeitos aos inibidores de HDAC recuperaram a memória de longo prazo e a capacidade de aprender novas tarefas. Todos os ratos geneticamente modificados para não produzirem HDAC2 começaram a formar memórias."

in "Diário de Noticias" 8 de Maio 2009

quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Foi Feitiço

Foi feitiço

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Rajendra Pachauri em Portugal

Humanidade aproxima-se do precipício e Portugal está no bom caminho para o evitar, afirma Rajendra Pachauri
"O presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU e prémio Nobel da Paz, Rajendra Pachauri, declarou hoje que "a humanidade está a aproximar-se do precipício" e que Portugal parece estar no bom caminho para o evitar.O galardoado com o Nobel da Paz juntamente com Al Gore em 2007 foi o orador da conferência "Alterações Climáticas e o Desafio do Desenvolvimento Sustentável", iniciativa no âmbito do Programa Futuro Sustentável, lançado em 2007 pelo Expresso e pelo BES.


Segundo Rajendra Pachauri, "a humanidade está a aproximar-se do precipício" e se não mudar os passos cai nele.


A capacidade dos ecossistemas e da sociedade conseguirem absorver a deterioração dos recursos naturais da Terra foi ultrapassada em meados dos anos 1980, assinalou o cientista, precisando que actualmente é excedida em 30% a capacidade de regeneração do planeta.


"Muito do que Portugal está a fazer pode ser uma inspiração para o resto do mundo", disse, apontando a maior central de energia solar no mundo e o que é feito com a energia das ondas e a energia do vento.


"Os portugueses estão a fazer muito para conseguir o que é preciso", adiantou Rajendra Pachauri, sugerindo um trabalho conjunto "no desenvolvimento do que é chamada a segunda geração da tecnologia dos biocombustíveis".


Os impactos em Portugal das alterações climáticas passarão, segundo o cientista, pela falta de água, secas mais frequentes e mais prolongadas, época de fogos maior e aumento da frequência das ondas de calor, mas também pela redução das áreas aráveis e da biodiversidade, pela diminuição do turismo no Verão e aumento na Primavera e Outono.


Embora notando que o impacto das alterações climáticas será diferente em diferentes zonas do planeta, Rajendra Pachauri salientou que os problemas localizados terão consequências globais.


"Quando o comité Nobel nos deu (também ao ex-vice-presidente norte-americano Al Gore) o prémio da Paz 2007 foi uma clara aceitação do facto de que existe uma forte ligação entre as alterações climáticas e a paz e segurança no mundo", adiantou.


Para limitar o aumento da temperatura é necessário estabilizar a concentração dos gases com efeito de estufa e isso terá que ser feito até 2015, alertou.


Defendendo ser preciso "caminhar muito rapidamente para uma sociedade de baixo carbono", Rajendra Pachauri apelou ao desenvolvimento de "todo o tipo de soluções" e à sua aplicação o mais rapidamente possível, nomeadamente novas tecnologias em energias renováveis, mudanças no estilo de vida e atribuir um preço ao carbono, como "um poderoso sinal ao mercado e aos consumidores".


As medidas eficazes são as que sinalizam o caminho e dão incentivos aos passos correctos, considerou.
Informar e consciencializar as pessoas do que está em jogo, taxar o que prejudica o ambiente e incentivar o que o beneficia deverão fazer parte do caminho a seguir, segundo o cientista."

14/04/09, 19:18OJE/Lusa

"Os Governos deviam praticar o princípio dos médicos: primeiro, não fazer mal" Barack Obama


sexta-feira, 27 de Março de 2009

"NOUS SOMMES DIVINS"

 

quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

Sur le chemin de ma vie...

 
 
“Bem tentais não vos ocupar de política, mas a política ocupa-se de vós”


Charles Montalembert

terça-feira, 5 de Agosto de 2008

Mentalidades


"Vivemos num mundo onde precisamos nos esconder para fazer amor, enquanto a violência é praticada em plena luz do dia" - John Lennon

sexta-feira, 1 de Agosto de 2008

Babají

"Em verdade, de Quem é todo este trabalho e Quem é o autor de todas as ações?
Tudo o que o Senhor me faz dizer, está destinado a materializar-se como verdade."
Mahavatar Babaji

domingo, 29 de Junho de 2008

RICOS E MENDIGOS

“Infelizmente, todos que ainda não encontraram a verdadeira riqueza - a radiante alegria do Ser e uma paz inabalável - são mendigos, mesmo que possuam bens e riqueza material. Buscam do lado e fora, migalhas de prazer, aprovação, segurança ou amor, embora tenham um tesouro guardado dentro de si, que não só contém tudo isso, como é infinitamente maior do que qualquer coisa oferecida pelo mundo”.

de Eckhart Tolle, do livro “O Poder do Agora”

sexta-feira, 6 de Junho de 2008

JEAN YVES LELOUP - A PROPÓSITO DO LIVRO "DIÁLOGO COM OS ANJOS"



Não há outro Mestre além da Vida, da Vida com letra Grande, mas essa Vida, Una, Inefável e Incriada pode, em consequência da sua bondade e em nosso nome, manifestar-se de formas que sejam para nós acessíveis: mestres exteriores e visíveis de que nos falam todas as grandes tradições espirituais da humanidade, e também mestres invisíveis, anjos, espíritos, arquétipos que nos iluminam e nos guiam do nosso interior - intermediários discretos e sagrados do «Claro Silêncio».


Tanto os mestres visíveis, como os invisíveis têm por função despertar em nós o «Mestre Interior», essa qualidade de Escuta e de Atenção que nos mantém incessantemente em contacto e no movimento em direcção ao «Único Mestre».

O objectivo do nosso retiro - em silêncio - será o de despertar ou desenvolver em nós essa qualidade de Escuta e de Atenção, estudando o que nos dizem as grandes tradições espirituais e a psicologia das profundezas, a respeito do Mestre Interior, o que incluirá também a meditação de algumas passagens do «Diálogo com os Anjos», que possam alimentar o nosso diálogo e a nossa intimidade com o Ser que nos inspira e nos conduz.

Jean-Yves Leloup

sexta-feira, 28 de Dezembro de 2007

All I want for Christmas is you

Impossible Baby! Portei-me assim tão mal?
Hari

segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

EL CIELO EN LA TIERRA


“Vengo de donde viene mi amigo el viento
Traigo aromas de luz que probaron los cerros y
Armonías calladas de la noche más bella
No pregunten quien soy
Porque no se los digo
Solo se que a donde voy
El amor va conmigo
Y a puro valor
He cambiado mi suerte
Hoy voy hacia la vida
Antes iba, antes iba hacia la pinche muerte”
Chávela Vargas


D. Lucio Campos - Nagual, el domador de nubes






quarta-feira, 14 de Novembro de 2007

NO RESPIRAR DE DEUS


"...seguindo apenas dois caminhos: um deles o leva ao conhecimento e o outro ao amor. Atingindo a meta, descobre-se com surpresa que não existe conhecimento sem amor; que na verdade, amor é conhecimento e que a passagem secreta para se chegar a ambos é uma só: a respiração"
C. M. Chen



E aqui, entre a inspiração e a expiração, neste preciso local onde o Sopro retoma o sentido ascendente, localiza-se o espanto, o riso de Deus...
Hari

segunda-feira, 1 de Outubro de 2007

Galeria Matos Ferreira



A Associação Ser Inteiro, a convite de Matos Ferreira, liderou a tertulia/debate sobre a mensagem do filme e livro, "O SEGREDO" de Rhonda Byme.
Mais uma vez, agradecemos a todos os que participaram e trocaram connosco os seus pontos de vista, contribuindo para outros pontos de vista e ampliação da Consciência.


Para conhecer a Galeria Matos Ferreira e as suas actividades culturais:


quinta-feira, 27 de Setembro de 2007

Eneagrama e a abordagem corporal


O conceito sobre o que é Eneagrama é na maioria das vezes confundido com a abordagem utilizada para sua aplicação, base terapêutica ou filosofia com ele relacionada.

No Instituto Eneagrama utilizamos a abordagem da psicoterapia corporal de Willhelm Reich.
A principal característica desta abordagem reside no fato de termos confirmação de todo conteúdo emocional na observação da organização corporal e suas tensões equivalentes. Estes elementos ampliam e solidificam as perspectivas de diagnóstico do Tipo e o conseqüente prognóstico.
A visão de Tipo e possibilidades do indivíduo ganham ferramentas objetivas para o desenvolvimento de trabalhos com o Eneagrama.
Quando menciono diagnóstico quero dizer, por exemplo, que um Tipo 1 e consequentemente seu vício emocional a Raiva, é descrito em um conjunto de tensões musculares. Este conjunto, que é conhecido como couraça muscular do caráter, é também uma forma muito específica de organização da consciência. Ela limita a percepção de seu mundo interno e externo com um filtro que julga tudo em termos de exigência e esforço, construindo uma realidade empobrecida em uma dicotomia do certo e errado, justo e injusto. Mas para o indivíduo esta realidade é congruente, pois sua consciência está organizada desta forma. Isso é muito mais do que um conjunto de ações e comportamentos, que normalmente geram modelos estereotipados, é uma forma objetiva de leitura do Tipo no Eneagrama.
Consequentemente todo prognóstico ou linha de condução de trabalhos pós identificação do Tipo, objetiva ampliar a consciência sobre si e sobre esta organização limitada. Permitindo que o indivíduo dirija uma gradativa reorganização da consciência, agora incluindo aspectos antes rejeitados pelo estreito filtro. Ampliando o leque de possibilidades em seu movimento ao mundo e consequente aumento do que chamamos de livre arbítrio.

sexta-feira, 21 de Setembro de 2007


"Quanto falta para podermos respirar?"
"Despeja o universo em meu cálice até a última gota, pois hoje sei que não iremos adormecer... hoje vamos ver o sol nascer."
"Não temeremos mal algum. Nem trevas, nem calúnias, nem ameaças.
E o fazemos sem possuir investidura divina, sob nenhum mandato divino.
Toda religião tem seus sacerdotes. Nós temos a nós mesmos como pontífices da Lembrança em nós."

sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

EM PAIXÃO POR UM ESPECTRO ILUDIDO

Hoje, de manhã, senti a água nas janelas com que vejo e que são os meus olhos a quererem ser rio. Parece-me que Deus está a providenciar “mantimentos” e “provisões” para um percurso novo que me quer percorrer, dando-me, estes estados de graça, para os tais dias de tempestade.

Sabes, o mais belo que nos acontece, que nos atravessa a vida, nunca é possuído, é sempre intemporal, de pertença do divino.
Deixa-nos, apenas, nos olhos e na Alma, a sensação de termos sido gratificados, abençoados, pela visita da Beleza, quase Perfeição, por instantes, mais ou menos fugazes.
E, por vezes, quase que a seguramos, momentos de eternidade toda mágica, na palma da mão.
Cabe-nos a nós, vivermos tanto e tudo, nesses momentos, ficando cheios, como aquelas Luas mágicas de equinócios.
São tesouros que o Céu oferta e que, se os guardarmos bem, no nosso cofre, o Coração, as noites mais escuras e difíceis do nosso Caminho, tornam-se abrigo, consolo, luz sempre esperança, que nos ilumina a travessia.

Quero reter esse “tão bom” e “tão bem” que me acontece.
Quero guardar o mais possível na memória do corpo, a magia divina deste sentir. Mais tarde, nos dias de tempestade, recolher-me-ei e farei um “shabat”celebrado, espalharei todas as dádivas do Céu no meu Altar e saciar-me-ei com elas, sentindo-me amada, em Casa.

Retorna, assim, ao melhor que há e sorri, sorri muito, sorri toda para a Vida, para a Vida que te acontece em cada respirar.
Harimahal

Os Três Leões

Numa determinada floresta havia 3 leões. Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e disse:
- Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar: existem 3 leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem? Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei?
Os 3 leões souberam da reunião e comentaram entre si:
- É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma floresta não pode ter 3 reis, precisamos saber qual e nós será o escolhido. Mas como descobrir?
Essa era a grande questão: lutar entre si eles não queriam, pois eram muito amigos. O impasse estava formado.
De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois de várias reuniões eles tiveram uma idéia excelente. O macaco se encontrou com os 3 felinos e contou o que eles decidiram: - Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil.
- Montanha Difícil? Como assim?
- É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês 3 deverão escalar a Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será consagrado o rei dos reis.
A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O desafio foi aceite. No dia combinado, milhares de animais cercaram a montanha para assistir a grande escalada.
O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os 3 foram derrotados?
Foi nesse momento que uma águia sábia, idosa na idade e grande em sabedoria, pediu a palavra:
- Eu sei quem deve ser o rei!!! Todos os animais fizeram um silêncio de grande expectativa.
- A senhora sabe, mas como? todos gritaram para a Águia.
- É simples, confessou a sábia águia, eu estava voando entre eles, bem de perto e, quando eles voltaram f racassados para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para a montanha.
O primeiro leão disse: - Montanha, você me venceu!
O segundo leão disse: - Montanha, você me venceu!
O terceiro leão também disse: - Montanha, você me venceu, por enquanto! Mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.
- A diferença, - completou a águia, - é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema:
É rei de si mesmo, está preparado para ser rei dos outros. Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis.
MORAL DA HISTÓRIA:
Não importa o tamanho de seus problemas ou dificuldades que você tenha; seus problemas, pelo menos na maioria das vezes, já atingiram o clímax, já estão no nível máximo - mas você não. Você ainda está crescendo. Você é maior que todos os seus problemas juntos. Você ainda não chegou ao limite de seu potencial e performance. A Montanha das Dificuldades tem tamanho fixo, limitado. E , lembrem-se do ditado:
"NÃO DIGA A DEUS QUE VOCÊ TEM UM GRANDE PROBLEMA, MAS DIGA AO PROBLEMA QUE VOCÊ TEM UM GRANDE DEUS"
by Carlos Alberto da Fonte Nogueira

Por vezes, ainda me sinto assim... como esta fala de Vinicius


Amigos
Vinicius de Moraes (1913-1980)
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências¿
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer¿
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

Problemas de Comunicação Religiosa e Ignorância

- Papai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é ...... bem ..... é uma festa religiosa!
- Igual Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição.
Marta vem cá!
- Sim?
- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?
- Mais ou menos ......
Mamãe, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu! Nem parece que esse menino foi baptizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Deus me perdoe!
- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Minas Gerais?
- Sacrilégio!!!-
É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?
- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas quando você for ao catecismo a professora explica tudinho!
- Então como você acredita em algo que você não entende?
Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.
- Coelho bota ovo?
- Chega! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais!
- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então urubu.
- Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né?
Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- ??????? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois.
- Não, três dias.
- Então morreu na quarta-feira.
- Não, morreu na sexta-feira santa ....... ou terá sido na quarta-feira de cinzas?
Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!
- Como?
Pergunte à sua professora de catecismo!
- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?
- É, boa pergunta.
Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí.
- Alô, quem fala?
- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?
- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau.
Papai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.-
Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora de catecismo!!!
by Luiz Fernando Veríssimo

Eros e Tanatos


Quando se sabe morrer, sabe-se viver...
Uma história budista conta que um monge, ensina a Vida, aconselhando os discipulos a perguntarem a si próprios:
- É hoje o dia? Estou pronto, agora, neste instante, para morrer? Estou a viver a Vida que quero viver?
Ensina-os, então, a imaginarem terem um pássaro, constantemente, no ombro, que lhes pergunta diariamente e a todo o instante - É hoje que vou morrer? Estou pronto para esta entrega?
Hari

A Profecia Hopi


A extraordinária profecia Hopi que se segue foi primeiramente publicada num manuscrito mimeografado que circulou entre diversas igrejas Metodistas e Presbiterianas norte-americanas em 1959. Algumas das profecias foram publicadas em 1963 por Frank Waters em The Book of the Hopi. O relato começava descrevendo como, quando dirigia através de uma rodovia no deserto em um dia quente do verão de 1958, um sacerdote chamado David Young parou para oferecer uma carona a um ancião índio, que aceitou com um aceno. Após viajar em silêncio por vários minutos, o índio disse:
"Eu sou Pena Branca, um Hopi do antigo Clã Urso. Em minha longa existência eu pude viajar através deste mundo, buscando por meus irmãos, e aprendendo deles muitas coisas plenas de sabedoria. Eu segui pelas trilhas sagradas de meu povo, que vive nas matas e nos muitos lagos do leste, na terra do gelo e das longas noites no norte, e nos lugares dos sagrados altares de pedra construídos muitos anos atrás pelos ancestrais de meus irmãos no sul. De todos estes eu escutei as histórias do passado, e as profecias do futuro. Hoje, muitas das profecias viraram história, e poucas restam por acontecer - o passado se torna longo, e o futuro se torna curto.
"E agora Pena Branca está morrendo. Todos os seus filhos agraciaram seus ancestrais, e logo ele também deve estar junto a estes. Mas não sobrou ninguém, ninguém para declamar e passar adiante a antiga sabedoria. Meu povo se cansou dos velhos costumes - as grandes cerimônias que contavam de suas origens, de seu despertar para o Quarto Mundo, tudo foi abandonado, esquecido, mesmo havendo chegado a ser recontado. O tempo se tornou curto.
"Meu povo aguarda por Pahana, o Irmão Branco desaparecido, [lá das estrelas] assim como todos nossos irmãos neste mundo. Ele não será como o homem branco que conhecemos agora, que são cruéis e ambiciosos. Nós falamos de sua vinda há muito tempo. Mas ainda aguardamos por Pahana.
"Ele trará consigo os símbolos, e a peça faltante dessa mensagem sagrada que agora é guardada pelos anciãos, e que nos foi dado quando ele partiu, o qual o poderá identificar como nosso Verdadeiro Irmão Branco.
"O Quarto Mundo deve terminar em breve, e o Quinto Mundo terá início. Isto todos os anciãos em toda a parte sabem. Os Sinais ao longo de muitos anos estiveram sendo observados, e muito pouco resta por acontecer.
"Este é o Primeiro Sinal: Nós estivemos falando da chegada dos homens de pele branca, como Pahana, mas que não viviam como Pahana e que iam tomar a terra que não lhes pertencia. E homens que derrubavam seus inimigos com trovões.
"Este é o Segundo Sinal: Nossas terras veriam a chegada de rodas rolantes carregadas de sons. Em minha juventude, meu pai viu essa profecia tornar-se realidade com seus próprios olhos - os homens brancos trazendo suas famílias em carros que cruzavam as pradarias."
"Este é o Terceiro Sinal: Uma estranha besta como um búfalo mas com grandes chifres compridos, iriam atravessar o território em grande quantidade. Isto Pena Branca viu com seus olhos - a chegada do gado do homem branco."
"Este é o Quarto Sinal: O território seria cruzado por serpentes de ferro."
"Este é o Quinto Sinal: O território deveria ser entrecruzado por uma gigantesca teia de aranha."
"Este é o Sexto Sinal: O território deveria ser entrecruzado com rios de pedra que formariam figuras sob o calor do sol."
"Este é o Sétimo Sinal: Você sentiria o mar se tornando negro, e muitas das coisas existentes morrendo por causa disso."
"Este é o Oitavo Sinal: Você veria muitos jovens, que usariam cabelos longos como a gente de meu povo, vindo e agraciando as nações das tribos, para aprender seus costumes e sabedoria.
"E este é o Nono e Último Sinal: Você ouvirá de uma morada nos céus, sobre a Terra, que deve cair com um grande estrondo. Vai parecer como se fosse uma estrela azul. Logo depois disso, as cerimônias de meu povo cessarão. .
"Estes são os sinais de que uma grande destruição está chegando. O mundo deve balançar pra frente e pra trás. O homem branco irá combater contra outro povo em outras terras - com aqueles que possuíram a luz primeira da sabedoria. Haverão muitas colunas de fumaça e fogo como as que Pena Branca viu o homem branco fazer nos desertos não muito longe daqui. Assim que estas acontecerem causarão doença e uma grande mortandade.
"Muitos do meu povo, compreendendo as profecias, devem se salvar. Aqueles que estejam presentes ou vivam nos lugares do meu povo também devem ser salvos. Daí deve haver muito por reconstruir. E cedo - logo em seguida - Pahana regressará. Ele deve trazer consigo a aurora do Quinto Mundo. Ele deve plantar as sementes de sua sabedoria em seus corações. Mesmo agora as sementes estão sendo plantadas. Elas devem abrir caminho para o despertar no Quinto Mundo.
"Mas Pena Branca não verá isto. Estou velho e morrendo. Você - talvez o veja. A seu tempo, a seu tempo..."
O velho Índio caiu em silêncio. Eles chegaram a seu destino, e o Reverendo David Young parou para deixá-lo sair de seu carro. Eles nunca se encontraram novamente. O Reverendo Young faleceu em 1976, de modo que não viveu para ver o prolongamento de sua importante profecia."
Leia o texto completo, e conheça a Rocha da Profecia, em Crystalink. Saiba mais sobre os Kachinas, espíritos tutelares das nações zuni e hopi, num artigo de Ardeth Baxter.

http://karipuna.blogspot.com/
Blog de Eduardo Bayer Neto

Filme: "O véu pintado"

O desejo, a ilusão do próprio sonho, a projecção, a mágoa, a raiva, o castigo, a lição, a atenção, a possibilidade de uma nova tentativa, o amor, a aceitação, a generosidade, o inevitável, a morte, a graça e a dignidade. Cabe, tudo isto, nesta história bem tecida de paisagens deslumbrantes.

Harimahal

"O segredo é não correr atrás das borboletas, mas sim cuidar do jardim para que elas venham até você"
Mário Quintana

O tempo passa


O tempo passa?
Não passa no abismo do coração
lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.

O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.

O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.
O meu tempo e o teu
transcendem qualquer medida.

Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.
Pois só quem ama escutou
o apelo da eternidade.

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Apolo e o Amor



"Tal era o tema do meu canto quando Apolo me apareceu de surpresa e dedilhou as cordas da sua lira dourada. Trazia na mão um ramo de louro e uma coroa de louros cingia-lhe a cabeça divina. O deus profeta, asssim coroado de louros para ser reconhecido, acercou-se e disse-me:  "Preceptor do amor libertino, conduz os teus discipulos aos meus templos; verão aí uma inscrição cuja fama alcançou os confins do universo e manda que todos se conheçam a si mesmos. Só poderá amar com sabedoria quem se conheça e só esse possuirá forças proporcionais ao que quer empreender."
in Ovídeo "A Arte de Amar"
Se para amar temos de nos conhecer então, vamos ter de amar muito!
Hari

segunda-feira, 10 de Setembro de 2007

Para ti... que gostas de Eugénio de Andrade

e...
por continuares a procurar fora de ti toda a imensidão de terra e mar que te assiste.
Para ti... porque há horas e dias, de passados e presentes, em que estas palavras são verdade e impulsionam a tua busca.
Meu amor, tens tudo!
Serena, não busques mais!
Deixa que o mundo seja um passado novo que se não gasta, deixa o mundo operar, ser-te oferenda de eterno renovar!
E os teus olhos... meu Deus, os teus olhos...
serão sempre, sempre, céu e mar!
Sim... foram os teus olhos... os teus olhos e o teu sorrir, o teu sorrir de Sol de todas as manhãs!
Harimal

"Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.

Era um sorriso com muita luz lá dentro,
apetecia entrar nele,
tirar a roupa,
ficar nu dentro daquele sorriso.

Correr, navegar,
morrer naquele sorriso."
Eugénio de Andrade

"Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquina
sem esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certezade que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas."
Eugénio de Andrade

Conselho:

Sê paciente;
espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.
Eugénio de Andrade

quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

Butô - Máscara do Respirar na Máscara


Ushio Amagatsu nasceu em Yokosuka, Japão em 1949. Fundou em 1975 a companhia de dança Butô mais conhecida no Ocidente, Sankai Juku.
As palavras de Amagatsu, que aqui publicamos, são um excerto de uma entrevista dada sobre uma das sequências, da peça Kinkan Shônen chamada Mametarô. Esta entrevista encontra-se na obra Butô(s), com textos de diversos autores, da editora CNRS EDITIONS.


A Face Interior da Máscara
– Um dos elementos importantes, a meu ver, em Mametarô, é a máscara. Este elemento está já presente no quadro II, Yami no te. Uma máscara tem uma face. Quis agarrar na máscara algo que não é a sua face. Seja que máscara for (Japão, África…), pertence muitas vezes a uma tradição.
Logo, muita gente usa a máscara, respira na máscara, vê na máscara. E nesse espaço ínfimo, reduzido, entre o rosto e a máscara, existe toda uma acção, não só o que se passa entre os buracos e os olhos, mas também a respiração.
Quis pensar em todas as remanências desta respiração, destes traços que são deixados neste espaço vivo entre a máscara e o rosto, nas memórias de todas estas gentes, de todos os que as usaram, e quis fazer uma máscara disso. Desta película de ar, desta respiração no interior.
Viu-se aí uma coisa em decomposição, pensou-se de imediato em Hiroshima, mas não é nada disso… Existe essa superfície da máscara que é imutável, que não se move, e também todos esses rostos que a tocaram e que dela se separaram.
São coisas impalpáveis, são elas que eu quis mostrar.
Enquanto reflectia sobre estas coisas, descobri máscaras japonesas muito antigas, que já só existem nos museus, que já não são utilizadas nas festas. Eu próprio nunca as tinha visto verdadeiramente, só em fotografias. São máscaras de linho que remontam ao período em que foram introduzidas no Japão as danças chinesas, chamadas em japonês gigaku.
Feitas de pedaços de linho, são quadradas e tomam a forma do rosto quando são usadas, quando não são usadas são lisas. Inspirei-me nelas, usei um material têxtil que endureci com uma espécie de cola, para criar as minhas próprias máscaras.
– Que significa Yami no te?
– A mão da noite, a mão das trevas. O que me interessa na máscara, efectivamente, é o seu lado nocturno – Yami no te significa também: o lado da noite. Não é a face visível da máscara, aquela que é mostrada aos espectadores, mas a face interior, que olha o rosto escondido do actor.

sábado, 1 de Setembro de 2007

Recomeçar


"Não importa onde você parou, em que momento da vida você cansou, o que importa é que sempre é possível e necessário:"Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças na vida e o mais importante: acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado.
Chorou muito? Foi limpeza da alma.
Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia.
Sentiu-se só por diversas vezes? É por que fechaste a porta até para os outros.
Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da tua melhora.
Pois é! Agora é hora de iniciar,de pensar na luz, de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal um novo emprego? Uma nova profissão? Um corte de cabelo arrojado, diferente? Um novo curso, ou aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador,ou qualquer outra coisa?
Olha quanto desafio. Quanta coisa nova nesse mundãode meu Deus te esperando.
Tá se sentindo sozinho? Besteira! Tem tanta gente que você afastou com o seu "período de isolamento", tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza nem nós mesmos nos suportamos. Ficamos horríveis. O mau humor vai comendo nosso fígado, até a boca ficar amarga.
Recomeçar! Hoje é um bom dia para começarnovos desafios.
Onde você quer chegar? Ir alto. Sonhe alto, queira o melhor do melhor,queira coisas boas para a vida. Pensamentos assim trazem para nós aquilo que desejamos.
Se pensarmos pequeno, coisas pequenas teremos.
Já se desejarmos fortemente o melhore principalmente lutarmos pelo melhor, o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da Faxina Mental.
Joga fora tudo que te prende ao passado,ao mundinho de coisas tristes, fotos, peças de roupa, papel de bala, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e toda aquela tranqueira que guardamosquando nos julgamos apaixonados. Jogue tudo fora. Mas, principalmente, esvazie seu coração. Fique pronto para a vida, para um novo amor.
Lembre-se somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes. Afinal de contas, nós somos o "Amor".
Paulo Roberto Gaefkedo - in "Decidi Ser Feliz "

sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

Fernão Capelo Gaivota



“A maior parte de nós percorre um longo caminho.
Fomos de um mundo para o outro que era quase igual ao primeiro,
sem nos preocuparmos com o destino, vivendo o momento.
Fazes alguma ideia de quantas vidas teremos de viver antes de compreendermos que há coisas mais importantes do que comer, lutar ou disputar o poder no bando?
Mil vidas, Fernão, dez mil vidas!
E, depois, mais cem vidas até começarmos a aprender que a perfeição existe,
e outras cem para constatar que o nosso objectivo na vida é conseguir a perfeição e pô-la em prática.
As mesmas regras se aplicam, agora, a nós:
escolhemos o nosso mundo através do que aprendemos neste.
Se não aprendermos nada, então o próximo mundo será igual a este, com as mesmas limitações e obstáculos a vencer.”


Richard Bach, in Fernão Capelo Gaivota

domingo, 26 de Agosto de 2007

As I Walk with Beauty



"As I walk,
as I walk The universe is walking with me
In beauty it walks before me
In beauty it walks behind me
In beauty it walks below me
In beauty it walks above me
Beauty is on every side
As I walk,
I walk with Beauty"

Traditional Navajo Prayer

quarta-feira, 25 de Julho de 2007

Palestra: AMOR E INTEGRAÇÃO, UM NOVO MODELO SOCIAL


MATOS FERREIRA
GALERIA DE ARTE

BAIRRO ALTO - Rua Luz Soriano, 18 / 1200 - 247, LISBOA
http://www.galeriamatosferreira.com/

28 de Julho de 2007 - Sábado, às 21h30:

PALESTRA: AMOR, INTEGRAÇÃO, UM NOVO MODELO SOCIAL
por PAULA MARIA, HARIMAHAL

Com todas estas iniciativas a Galeria Matos Ferreira pretende contribuir para dinamizar este espaço cultural, que se assume já como único e inovador na cidade de Lisboa.

quinta-feira, 5 de Julho de 2007

Movimento... impermanência


"Dame la libertad de volar sin sombra,
la libertad de cantar sin eco,
y de amar sin dejar rastro"

Sempre... una, Vivente!
Hari

segunda-feira, 2 de Julho de 2007

Inexprimivel


"Depois do silêncio, a música é o que melhor exprime o inexprimível"

Aldous Huxley

quarta-feira, 13 de Junho de 2007

HOLÍSTICA, HOLOGIA E HOLOPRÁXIS



Do grego holos significa todo, inteiro, integral, totalidade, realidade. O prefixo holos integra o novo paradigma holístico, representa uma resposta inteligente à crise de fragmentação dos saberes, que embasa a dissociação dos componentes da realidade, que impõem a ignorância à humanidade, ameaçando a sua própria continuidade. O modelo holístico leva em conta o movimento dinâmico entre o todo e as partes, reconstituindo a dialética real da verdade de todas as coisas sustentadas na binaridade dos fenômenos e leis da mecânica do Universo Relativo, onde a realidade, a totalidade, a verdade, se configuram sobre o substrato da complementaridade.

A lógica antropocêntrica fragmentou a verdade, proporcionado dificuldade na leitura da verdade, o que possibilitou o aparecimento das enumeras religiões, partidos políticos, ordens, seitas, etc, que no âmago de buscarem a verdade e a paz, acabaram criando confusão e contribuído ainda para cultura da violência.

O novo paradigma gnoseolístico vem surgindo, à medida que o paradigma antropocêntrico revelou-se insatisfatório perante a nova realidade dos novos tempos. Os erros provocados pelo antropocentrismo provocaram uma crise humana perigosa. Vivenciamos uma crise multidimensional em sua abrangência e sem precedentes na história humana. Esta crise é decorrente da fragmentação do conhecimento e da desvinculação dos valores de sustentabilidade da vida.

O conhecimento integrado fragmentou-se em disciplinas estanques, fragmentando a inteireza da vida. O ego hipertrofiado ampliou os conflitos internos e externos, função das fronteiras artificiais gestadas pela ação antropocêntrica, que ameaça rotundamente, a continuidade biológica da espécie humana.

A visão holística apresenta uma resposta inteligente à crise global gerada pela visão antropocêntrica. O paradigma holístico teve como ponto de partida o postulado evidenciado por Jan Smuts (1926) do continuum matéria-vida-mente. A abordagem holística é inclusiva, integrativa, ao considerar interdependência entre as partes e o todo, numa integrativa cosmovisão, que considera a dinâmica todo-e-as-partes. Cada gota de água é um elemento de um oceano, que ao separar-se do oceano se transforma evento que traz em seu bojo todas as propriedades do oceano, que sua vez reflete e contém todas as propriedades da gota. É uma visão na qual o todo está nas partes e vice-versa.

A abordagem holística da realidade se fundamenta na holologia e na holopráxis. A holologia consiste na teoria da experimentação do modelo holístico, consoante a critérios científicos rigorosos. A holopráxis consiste num conjunto de métodos experienciais que conduzem à vivência holística.

A educação holística nos permite extirpar todos elementos antropocêntricos que esfacelam o conhecimento e a vivência humana. O objetivo da formação gnoseolística é combater o caráter fragmentado do ser humano, reintegrar o ente humano à percepção e vivência do todo, que é o fundamento básico da visão holística.

O trabalho do despertar com os Três Factores de Revolução da Consciência, proposto pela Psicologia Revolucionária, dirige cada um dos educandos para o desenvolvimento do seu equilíbrio pessoal e harmonia consigo e com o universo vivo. Transformando o educando a um novo modo de ser, de perceber, de pensar, de sentir e de agir, de perceber totalidade a partir dos seus diversos aspectos.

O estudo gnoseolístico torna-se mais consciente de si mesmo, ao habilitá-lo a ser o condutor de seu próprio caminho, ao dar-lhe uma visão integrada e holística decorre, que conduz-no a integração do ser. O processo do despertar da consciência holística e da integração individual, leva o ente humano a se relacionar melhor com a natureza, com os seus semelhantes e consigo mesmo.

Desde os primórdios, dialeticamente o Bem e o Mau se confrontaram, por serem holisticamente partes complementares, no mundo da relatividade. Assim, os seres humanos foram construindo a cultura da paz, enquanto que os seres desumanos foram construindo a cultura da violência. “Portanto, fiquemos alerta - alerta em duplo sentido. Desde Auschwitz nós sabemos do que o ser humano é capaz. Desde Hiroshima nós sabemos o que está em jogo.”(Viktor E. Frankl)

Vivemos, em pleno século XXI, um período de ambigüidade, ao mesmo tempo aterrador e maravilhoso, onde morte e vida se aglutinam, num continuo espasmo de dor e plenitude. A cada momento é possível percebermos o avanço da possibilidade de se despertar a consciência, de avanço do conhecimento, determinando uma espantosa aceleração de mudanças, tantos em direção à humanização hominal, como em direção à desumanização homemoidal.

Assim cada ser humano vai escolhendo o seu caminho: o da violência ou o da paz. Os resistentes ao despertar da consciência, são adeptos do passado e do já conhecido, que possuem medo do avanço em direção ao desconhecido, acabam sendo soterrados, excluindo-se da civilização da paz, pois somente aos revolucionários da consciência é dada por herança a plenitude das conquistas.

Ser contemporâneo a si mesmo, vivenciar a filosofia da instantaneidade, é extremamente difícil e se constitui num imenso desafio do nosso momento histórico. Na trajetória da vida, caminhamos da idade da razão para a idade da consciência no mais amplo sentido.

A nova idade da consciência holística, exige seres contemporâneos a si mesmos, qualificados para o vivenciamento da inteireza dos fatos. Onde o indivíduo antropocêntrico de consciência mutilada, fragmentado na mente e no coração será automaticamente extirpado do futuro, por incompetência de viver o presente, removido para o museu do passado. Apenas os inteiros estarão preparados para os novos desafios. Por essa razão, o termo-chave é holístico, proveniente do grego holos, que significa inteiro, total. A palavra “holística”, pelo desgaste do mau uso e do abuso, poderá ser substituída. O seu significado, entretanto, permanecerá.

O mundo de hoje, fundamentado no paradigma antropocêntrico, já está esfacelado em conseqüência do conhecimento fracionado, alojado em compartimentos estanques, destituído de um sentido maior, totalmente desvinculados da sagrada inteireza holística.

Neste cenário, o movimento gnoseolístico avança em direção da totalidade, da realidade da verdade de todas as coisas, promovendo uma profunda revolta da inteligência, uma revolução da consciência, marchando suave e irreversivelmente, recrutando os mais sensíveis e atentos a mudanças, para composição do exército de construtores da cultura da paz. O movimento gnoseolístico se constitui na esperança do devir para a humanidade. É uma resposta biológica e vital de perpetuação da espécie perante a ameaça de uma autodestruição global; é um catalisador de transmutação no seio do qual está sendo gerado o ser humano do agora.

Cabe a todos nós lutar contra o fragmentalismo e enfrentar o desafio da inteireza, para que possamos construir o ente humano integral, vinculado na dimensão da concidadania planetária, sustentada sobre o saber, a paz e o amor. Pessoas das mais diversas origens, religiões e culturas, estão abrindo os olhos da inteligência, despertando a consciência e marchando em direção a inteireza dos fatos holísticos.

Um dos principais objetivos da Formação em Valores de Sustentabilidade da Vida consiste em preparar líderes capacitados para o enfrentamento dos desafios do terceiro milênio. Proporcionar ao educando uma Formação Holística de Base, que lhe permita assimilar os conhecimentos integradamente e incorporar a nova consciência gnoseolística. A nossa realidade quotidiana calcada no antropocentrismo, marcada pela violência descomedida, nos revela a causa da desagregação, através da desvinculação e da fragmentação que nos afasta dos valores transcendentais, nos afasta de Deus e da Integração com o Universo. Daí torna-se urgente o desenvolvimento de uma consciência gnoseolística embasada em valores mais elevados. O Paradigma Holístico representa uma nova concepção do mundo, expressa uma nova atitude inovadora e influência várias disciplinas do conhecimento científico, entre elas a Física Quântica, Psicologia Transpessoal, etc.

A concepção Holística reconhece a importância da mecânica das partes na síntese na totalidade, o que nos conduz o respeito à natureza e a vida. A Holologia e holopráxis são dois fundamentos básicos da abordagem holística transdisciplinar. Holologia é a via intelectual e experimental destinada a adquirir o saber, através da análise e do conhecimento racional resultante da atuação ativa do hemisfério cerebral esquerdo, da racionalidade, da lógica e da abstração. A holologia desenvolve as funções psíquicas do centro intelectual, pensamentos, raciocínios, etc. e as do centro emocional, que são responsáveis pelas sensações, pelos os sentimentos, etc. Já a Holopráxis se constitui no caminho vivencial destinado ao Ser. Para que o saber se torne sabedoria é necessária a via experiencial, sintética, intuitiva e de mergulho na essência, para o desvelar do Ser. Através da holopráxis pode-se despertar o hemisfério cerebral direito, despertar musicalidade, e obter a percepção direta e imediata da mística. A holopráxis é responsável pelo desenvolvimento das funções psíquicas, tais como sentimento e intuição.

A gnoseolística conduz-nos a uma cultura de paz através de uma visão holística transdisciplinar, onde o educando inicia a jornada do despertar, por intermédio do desenvolvimento integrado das quatro funções psíquicas: pensamento, sentimento, sensação e intuição. Tudo isto se faz centrado nos estados da consciência: vigília, sonho, sono e transpessoal, para propiciar a abertura e a harmonização no plano individual.

O trabalho com os Três Fatores de Revolução da Consciência(TFRC) leva o estudante ao desenvolvimento do equilíbrio pessoal e da harmonia consigo e com o universo vivo. Pois provoca mudanças do modo de ser, de perceber, de pensar, de sentir e de agir do aprendiz. A prática diária dos TFRC ao aprendiz tornar-se mais consciente de si mesmo, habilitando-se a ser o condutor de seu próprio caminho.

Pela visão gnoseolística podemos compreender a tendência que o Universo possui de sintetizar unidades em totalidades organizadas. O homem integral é um todo indivisível. Ele não pode ser explicado integralmente através da lógica antropocêntrica, somente pelos seus distintos componentes físicos e psicológicos, considerados separadamente. Somente pode se enunciado pelo Holos, que significa, totalidade, pois não se pode ver apenas as fragmentações do todo, uma vez que tudo é interdependente e tudo se interliga e se inter-relaciona de forma global.

A formação gnoseolística possui uma didática perfeita que permite ao estudante dissolver de dentro de si mesmo os germes do ego responsáveis por toda espécie de reducionismo científico, somático, religioso, niilista, materialista, racionalista, mecanicista, antropocêntrico e outros. A palavra Holismo foi criada pelo filósofo sul-africano Jan Smuts (1870 - 1950), para explicar que a integralidade é uma característica fundamental do universa, produto do impulso de síntese da natureza.

O Dr. Pierre Weil, vice-presidente da Universidade Holística Internacional, principal mentor do movimento holístico no Brasil, estabeleceu a holologia e a holopraxis, como fundamentos complementares da holística e definiu a abordagem holística da realidade como sendo a tendência para se lançar pontes sobre todas as fronteiras de reducionismo humano. A holologia se relaciona ao enfoque especulativo e experimental da Holística, que se destina à obtenção ou o desenvolvimento de uma compreensão clara e de uma interpretação correta da não-dualidade contida nos meios clássicos, ligados ao pensamento discursivo. Já a holopraxis refere-se ao conjunto dos métodos e experiências de vivência direta do real pelo ente humano, além de qualquer conceito, representando o caminho vivencial para a experiência holística, de natureza transpessoal.

“O mesmo vale pode ser visto a partir de diferentes colinas, que quanto mais alta mais se amplia a visão.” Há muitas maneiras de ver a mesma coisa. Há muitas versões da mesma verdade. Porém, somente há uma só verdade! A Visão Holística nos permite enxergar com clareza, as versões da verdade e com inteireza a totalidade da verdade. Ela consiste num modo especial de ver o mundo, uma nova maneira de leitura do mundo de modo ecumênico, universal. A abordagem holística contempla todos os outros modos de leituras e de abordagens do mundo. Pela visão holística é possível enxergar todas formas de leitura do mundo, os limites de cada uma, o universo fragmentado que cada uma vê como sendo a sua realidade, etc. Pela visão holística dá para se perceber a maneira fragmentada, com que os modos de leitura reducionistas vêem o mundo, através das diferentes religiões, do antropocentrismo e de toda espécie de reducionismo científico, somático, religioso, niilista, materialista, racionalista, mecanicista, antropocêntrico e outros. Pela visão holística dá para saber que o ego é a causa do subjetivismo, a raiz de todo complicação humana, a chave da fragmentação, do reducionismo, do antropocentrismo, do aparecimento das enumeras religiões, partidos, facções, etc. Pela visão holística dá saber que o ego é o fator de desintegração de tudo, de fragmentação, etc. e que pelos TFRC podemos promover a reintegração de tudo, segundo os princípios holísticos.

Questões de reflexão

1. Qual o significado do vocábulo holos?

2. O que é visão holística?

3. O que é holologia?

4. O que é holopráxis?

5. No que consiste a visão holística?

http://www.movepaz.hpg.ig.com.br/

segunda-feira, 11 de Junho de 2007

"One common mistake is to think that one reality is the reality. You must always be prepared to leave one reality for a greater one."
"The whole purpose of my work is in the calling down of the Paramatman Light and in helping people. For this I came -- to open your hearts to the light."
Mother Meera's

quinta-feira, 7 de Junho de 2007



É um grande privilégio ter vivido uma vida difícil. (Indira Gandhi)

"Nunca estás sozinho ou desamparado, a força que guia as estrelas guia-te também"
Shrii Shrii Anandamurti

quarta-feira, 6 de Junho de 2007

A Beleza



Não tens corpo, nem pátria, nem família,
Não tens curvas ao jogo dos tiranos.
Não tens preço na terra dos humanos,
Nem o tempo te rói.
És a essência dos anos,
O que vem e o que foi.
És a carne dos deuses,
O sorriso das pedras,
E a candura do instinto.
És aquele alimento
De quem, farto de pão, anda faminto.
És a graça da vida em toda a parte,
Ou em arte ,
Ou em simples verdade.
És o cravo vermelho,
Ou a moça no espelho,
Que depois de te ver se persuade.
És um verso perfeito
Que traz consigo a força do que diz.
És o jeito
Que tem, antes de mestre, o aprendiz.
És a beleza, enfim. És o teu nome.
Um milagre, uma luz, uma harmonia,
Uma linha sem traço...
Mas sem corpo, sem pátria, sem família,
Tudo repousa em paz no teu regaço.

Miguel Torga

FRAGMENTAÇÃO/SAMSARA


O Ego envolto de ilusões da Mente, é como que uma criança aleijada, dorida, reactiva... à deriva na sua cegueira.
O Ser, no seu processo de (des)cobrimento, passa pela alienação do "mundo", do "céu" e do "inferno" até ter "olhos", discernência do Todo, da Unidade neutra.
Ego, ilusão, pressupostos, pulsão e compulsão - "tempo" desorientado, esquecido da sua função de se fazer amar pelo Amor.
Ego à deriva da Mente que mente, embatendo como bolas num jogo de bilhar - palco, ensaio, inte(re)acção com o meio que na sua ilusão julga (re)conhecer.
O tempo é um instante e pode durar a eternidade da cegueira.
Está o que está, dando voltas e voltas fechadas, até não mais poder/querer ser Roda/Samsara.
Tudo passa, tudo se cresta e se solta, cumprindo a sua função...
Há que dar lugar à manifestação da dor, da ignorância, do "inferno" que, por experimentado, nos abre à Sabedoria, à Serenidade, ao essencial.
Para lá deste "barulho", o silêncio imutável do Amor Real!

Hari

domingo, 3 de Junho de 2007

UM SÓ CORPO



"Se nos enseña a llevar amor el uno al otro
y a mostrar gran respeto por todos los seres de la tierra.
Debemos estar juntos, los cuatro colores sagrados del hombre,
como la familia única que somos,
por el interés de la paz....
nuestra energía es la voluntad combinada de toda la gente
con el espíritu del mundo natural,
para ser un cuerpo, un corazón y una mente".
Jefe León Shenadoah (Nación Onondaga - Iroquí)

SANSÂO


Pudesse em teus cabelos enlear-me
Sentir a tua força , o teu Amor
Levada por teus braços, quais lianas
Envolver-me contigo, qual flôr.


Seria num jardim bem perfumado
Escutando a tua voz suave e branda
Que eu ,pobre Dalila, angustiada,
Curaria a minha sede desalmada!


Soltaria em teus braços o meu pranto
Pranto de Amor e de Prazer
Lavados por lágrimas tão puras
Tornarímos oceano de loucuras.


Em vagas fortes e possantes
Ambos cavalgaríamos imensos
No teu cavalo alado sobre as ondas
Seríamos um só nos Universos!

Leonor Braga

quarta-feira, 30 de Maio de 2007


A morte não é a maior perda da vida. A maior perda é o que deixamos morrer dentro de nós enquanto vivemos.
Harimahal

segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Projectos que valem a pena



"A escrita é uma luta..a escrita colaborativa um desafio interpessoal...no contexto educativo"e "o uso do computador como ferramenta de escrita permite-nos aprender amplamente.." in Crianças, Tecnologia e Aprendizagem: contributo para uma teoria substantiva de Altina Ramos.
Neste contexto e integrado no Projecto de Mestrado foi criando o blogue

http://magnificos06.wordpress.com

O projecto pretende essencialmente incentivar os alunos à escrita, através da leitura de histórias (da biblioteca da escola, municipal e sugeridas no blogue).
Agradecemos toda a colaboração e comentários que levem ao incentivo à leitura.
A turma 9 de Paço Alvelos
Mª Helena Vilas Boas

A escola que é um manifesto contra o "eduquês"

23.05.2007
É privada, escolhe os professores, recebe todos os alunos do concelho, dos pobres aos ricos, ensina a tabuada, tem quadro de honra, não vai em modas. Fica em Arruda dos Vinhos e perceber como lá se ensina desfaz muitos mitos sobre como deve ser o sistema de ensino
Fica em Arruda dos Vinhos, concelho rural dos arredores de Lisboa. É a única escola desse concelho que tem terceiro ciclo do ensino básico e, por esse concelho ter sido o único onde a média a Matemática nos exames nacionais do 9º ano foi positiva, o PÚBLICO visitou a João Alberto Faria. A reportagem foi publicada segunda-feira, mas vale a pena voltar ao tema. Porque essa escola é um manifesto vivo contra o tipo de políticas que têm degradado a qualidade do ensino em Portugal.
Primeiro: naquela escola entende-se, e citamos, que "a massificação do ensino levou a um menor grau de exigência, mas a Matemática não se tornou mais fácil e mantém as dificuldades próprias da disciplina"- o que requer "esforço e trabalho".
Segundo: naquela escola não se embarca em modas, prefere-se cultivar a exigência. Por isso "o grupo de Matemática é pouco atreito a algumas inovações pedagógicas", por isso defende-se que "saber a tabuada é mais importante do que saber utilizar a calculadora", por isso interditaram mesmo a sua utilização no 2º ciclo.
Terceiro: como sem bons professores não há boas escolas, na Alberto Faria todos os professores são entrevistados antes de serem contratados, explicando-se-lhes qual a filosofia da escola e avaliando se os candidatos estão à altura do que se lhes vai pedir.
Quarto: não há nenhuma relação inelutável entre os bons resultados de uma escola e o nível sócio-económico da região onde se insere. Arruda dos Vinhos está longe de ser um dos concelhos com mais poder de compra e na João Alberto Faria não se seleccionam os alunos, recebem-se todos, mais ricos ou mais pobres. Mais: recebem-se também alunos de concelhos vizinhos, porque, como explicou um aluno do 10º ano que quer ir para Medicina, nela "o nível de exigência dos professores pode ser compensado pelos resultados nos exames, que normalmente tendem a ser melhores". Quem responde bem à exigência possui também o estímulo de figurar no Quadro de Honra da escola.
Quinto: uma direcção escolar focada em disciplinas como Matemática ou Português levou a que o tempo lectivo destinado ao Estudo Acompanhado fosse dedicado só a essas disciplinas. E quando acabam as aulas do 9.º ano os docentes estão disponíveis para dar aulas extra de preparação para os exames de Português e Matemática e ainda todas as que sentirem necessárias para o esclarecimento de dúvidas dos seus alunos.
Tudo o que atrás fica escrito permite que os bons resultados daquela escola se prolonguem no ensino secundário, tendo o ano passado ficado em 32º lugar nos rankings feitos a partir dos resultados a Matemática dos seus alunos no 12º ano. Uma boa posição, se nos lembrarmos que falamos de uma escola que não foi feita para alunos de elite.
Contudo, para o quadro ser completo, é necessário sublinhar outra: esta é uma escola privada. O seu nome completo é Externato João Alberto Faria. Mas os seus alunos não pagam para a frequentarem, pois, como é a única do concelho, tem um contrato de associação com o ministério. Estes contratos de associação são relativamente raros no país, havendo mesmo assim quem defenda que o Estado devia construir escolas públicas ao lado de estabelecimentos privados como este. Mesmo que tal saísse muito mais caro. E resultasse numa menor qualidade de ensino. Só que a Alberto Faria mostra como fazer o contrário pode resultar muito melhor.
Conclusões? Que se as escolas escolhessem os professores, se os alunos escolhessem as escolas, se o Estado se limitasse a dar orientações gerais, em vez de dirigir, e desse um cheque-ensino aos alunos menos abonados que quisessem ir para uma escola mais exigente, ou melhor, privada e paga, ganharia a qualidade de ensino e o ministro das Finanças agradeceria. Só os interesses instalados se revoltariam.
José Manuel Fernandes

domingo, 27 de Maio de 2007



"Já não sou o que era, devo ser o que me tornei..."
(Coco Chanel)

sábado, 5 de Maio de 2007

O MUNDO NÃO É PEQUENO..., NÓS É QUE O SOMOS



Abrir todos os horizontes, todos os espaços multiversais neste micro sentido que Sou!
Hari

Maturidade versus Responsabilidade


"Os tempos da Paz e da Cura da Terra começam por nós"
Barack Obama

terça-feira, 1 de Maio de 2007

Actualmente estamos em Cleptocracia



Clepto-cracia: elemento de formação de palavras, de origem grega, que exprime a ideia de roubo; cracia é o que já se sabe.

segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Aprender com o Sul


Boaventura de Sousa Santos- Sociólogo

A América Latina está hoje na vanguarda da reinvenção do Estado, da democracia e da esquerda, e a Bolívia é talvez o país mais avançado neste domínio. Não deixa de ser sintomático que sejam os excluídos dos excluídos, os povos indígenas, a protagonizar este processo.

Quando, em 1537, decretou na bula Sublimis Deus que os índios tinham alma, o Papa Paulo III abriu um longo processo histórico que se encerrou com a eleição, em 2005, do primeiro índio presidente de um país, Evo Morales, na Bolívia. Com 62% de população indígena, a Bolívia é um dos países da América Latina mais ricos em recursos naturais e um dos mais pobres. Este contraste, que, aliás, caracteriza muitos outros países do Sul global, bastaria para fazer um juízo sobre o “modelo de desenvolvimento” que o colonialismo e o capitalismo impuseram à grande maioria da população do mundo nos últimos cinco séculos.

Mas, melhor que juízos éticos, falam as resistências e as alternativas de que novos atores sociais e novas práticas transformadoras vão dando testemunho um pouco por toda parte. Aproveitando a oportunidade histórica que lhe foi dada pelo imperialismo norte-americano, ao concentrar-se, na última década, nas riquezas petrolíferas do Oriente Médio, a América Latina está hoje na vanguarda da reinvenção do Estado, da democracia e da esquerda, e a Bolívia é talvez o país mais avançado neste domínio. Não deixa de ser sintomático que sejam os excluídos dos excluídos, os povos indígenas, a protagonizar este processo.

Depois de duas semanas de trabalho intenso com os líderes dos movimentos indígenas, de camponeses, de mulheres e de deputados da Assembléia Constituinte apostados na refundação do Estado boliviano, chego à conclusão de que o grande problema da esquerda européia e norte-americana reside em continuar a pensar em termos de teorias que foram desenvolvidas em seis países do Norte global (Inglaterra, Alemanha, França, Itália, União Soviética e EUA), enquanto as práticas de transformação social mais inovadoras estão a ocorrer no Sul global.

Esta discrepância, que produz uma cegueira arrogante e uma estagnação disfarçada de complexidade, vai durar muito tempo, enquanto a idéia de progresso continuar a impedir os países mais desenvolvidos de aprender com os países menos desenvolvidos. O seu custo maior é impossibilitar a emergência de formas não colonialistas de solidariedade entre as forças progressistas do Sul e do Norte.

Como me dizia uma grande líder indígena, sempre olhamos para a Europa como uma possível alternativa, mas, com tristeza, verificamos que já nem sequer no modelo social europeu acreditam; pelo que vemos, a diferença entre a direita e a esquerda européias é a opção pela privatização mais ou menos selvagem dos serviços públicos, e surpreende que não vejam uma relação entre tal política e o aumento da criminalidade, da desigualdade social, da corrupção e do racismo.

O processo boliviano é frágil e de desfecho incerto. Em Santa Cruz de la Sierra, centro do capitalismo agrário, vi deputados constituintes indígenas serem insultados e agredidos por grupos de extrema direita. O que me impressionou na atitude dos deputados foi que, em contraste com a esquerda européia hegemônica, são militantes de causas, não são funcionários de coisas.

13/04/2007
Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).
artigo retirado do site
http://www.libertas.com.br/

sábado, 28 de Abril de 2007

Um novo pacto: ciência e consciência


A transdisciplinaridade tem um valor de novo pacto, para substituir o que foi estipulado na gênese da modernidade: houve uma negociação da ciência emergente com o poder religioso da época. A ciência empreenderia a exploração do mundo exterior, do que é suscetível de observação, de mensuração e de controle. Enquanto a Igreja cuidaria da alma, da ética e moral, da consciência, do Espírito, ou seja, do reino interior. Lembre-se de Giordano Bruno, que ousou não barganhar e foi lançado na fogueira...

E o que era, inicialmente, um pacto situacional, tornou-se, por força do vício ao longo dos séculos, uma esclerose de visão. Um perverso princípio de antagonismo entre a ciência e a consciência, entre o efetivo e o afetivo, entre o princípio masculino e o feminino, entre a razão e o coração, entre o profano e o sagrado, foi introduzido no âmago da Idade Moderna. Perdemos a Chama do Ser num mundo gélido de lógica, causalidade, manipulação, determinismo e ausência de Sentido.

Nas sociedades tribais, a função do Xamã é a de atualizar o mito esgotado, ampliando-o para abranger os novos horizontes conscienciais que emergem, na marcha progressiva da evolução. Quando falta a escuta e inteligência xamanística, o paradigma entra em estagnação e a comunidade sofre. Necessitamos, como nunca, da fogueira do Xamã, em todos os domínios do saber e do fazer, nesta tarefa de transformar o velho em adubo para o novo, temperando o aço de uma consciência integral.

Por que pedimos e oferecemos tão pouco? Quando alguém espirra, não lhe deseje apenas saúde. Faça votos de saúde e plenitude e bem-aventurança, aventuras e encontros! Desejar muitos anos de vida é uma miséria, quando alguém completa uma nova voltinha em torno do sol. Quando desejaremos muita Vida nos anos, muita Chama nos dias?!... Importa pouco se viveremos alguns anos a mais ou a menos. O que importa é não morrer sem ter plenamente vivido. Importa é não findar sem ter conquistado uma imensa alma para, como diz o poeta, tudo vale à pena, pois a alma não é pequena. É não morrer desalmado e desamado...

Como afirma Nicolescu, é fácil criticar. Menos fácil é propor o novo, é apontar caminhos de solução! Não se trata de ficar enfatizando o desencantamento, porque talvez isso acrescente mais desânimo a essa tragédia. Acrescentar mais sofrimento ao sofrimento é contraproducente. Trata-se de acender uma vela, ao invés de apenas reclamar da escuridão. Sempre podemos acender uma pequena chama, para clarear e aquecer a escuridão do momento que estamos atravessando.

Roberto Crema, 25/08/2003

http://www.guardiaesdoamanha.org.br/

segunda-feira, 23 de Abril de 2007

SER TERAPEUTA

(Jean Yves Leloup)

No início da era cristã, os Terapeutas do deserto já postulavam uma antropologia não dual, considerando o ser humano como uma totalidade corpo/alma/espírito, "não separando o que o próprio Deus uniu". No marco desta antropologia holística, conforme Leloup, Fílon desvelava a condição humana dentro de uma quaternário:
Basar ou soma: a dimensão corporal;
Nephesh: a alma, a dimensão psíquica;
Nous: a consciência sem objeto, a dimensão noética da psique em paz; e
Rouah ou pneuma: o sopro, a dimensão espiritual.
Saúde plena, para os Terapeutas, refere-se ao corpo, à alma e ao nous quando são habitados pelo Espírito; é a transparência do essencial no existencial.
... A tarefa considerada primordial para os Terapeutas era cuidar, já que é a Natureza que cura. Antes de tudo, cuidar do que não é doente em nós, do Ser, do Sopro que nos habita e inspira. Também cuidar do corpo, templo do Espírito; cuidar do desejo, reorientando-o para o essencial; cuidar do imaginal, das grandes imagens arquetípicas que estruturam a nossa consciência; e cuidar do outro, o serviço à comunidade, implicando o próprio centramento no Ser. Nesta tradição, o templo era também hospital e escola, um jardim para o cultivo e pleno florescimento do ser humano, "sacerdote da criação", ponto de encontro do universo consigo mesmo.
Ao mesmo tempo sacerdotes, médicos, psicólogos e educadores, os Terapeutas de Alexandria constituem, para os pós-modernos, uma admirável referência histórica, inspiradora de uma abordagem transdisciplinar-holística, aplicada ao campo da saúde integral.
Graças a Jean-Yves Leloup, com a sua inspiradora poética e sabedoria hermenêutica, a voz dos Terapeutas do deserto, emoldurada pelo dom do Silêncio, pode ser ouvida no tumultuado momento contemporâneo, nesta crise de parto de uma nova Idade da Consciência. PhD em psicologia, filósofo e sacerdote ex-dominicano e hesicaste, Leloup encarna, nas suas palavras e no modo de ser, a plenitude do ideal dos Terapeutas.
Roberto Crema

e nas palavras de Leloup:
A antropologia dos Terapeutas, que cuida do ser em todas as suas dimensões, corporal, psíquica e espiritual, parece que se perdeu. Encontram-se hoje inúmeros institutos especializados em cuidar do corpo enfermo, do psiquismo perturbado ou do espírito à procura do Ser, mas bem poucos consideram o ser humano em sua integralidade. Medicina, Psicologia, Espiritualidade passam a ser domínios separados que fazem às vezes piorar em vez de curar a fragmentação do ser humano.
Os Terapeutas não viviam nem num hospital nem num mosteiro e, no entanto, aí se poderiam encontrar os "cuidados" que estes dois termos implicam. Talvez o seu modo de vida estivesse mais perto daquilo que os antigos chineses chamavam de "observatório". Um lugar para observar e escutar o Sentido que a Vida poderia assumir num momento dado numa história particular.
Todavia hoje se nota um certo retorno do espírito dos Terapeutas e a criação de institutos que respeitam o ser humano e cuidam dele na sua integralidade. ... Além da ordem dos médicos, é necessário criar a ordem dos Terapeutas. Essa ordem lembraria as exigências de um enfoque multidimensional do ser humano e favoreceria uma prática menos fragmentada, isto é, menos sectária da medicina, da psicologia e da espiritualidade.
Como se poderia esperar um mundo melhor sem rever os pressupostos antropológicos dos nossos métodos de tratamento? Um mundo melhor pede uma melhor antropologia. Neste domínio, como em tantos outros, o Novo não deve ser com certeza procurado do lado da novidade, mas de um Eterno-Fonte e das anamneses loucas ou rigorosas que faz jorrar. Devolver ao ser humano o corpo que lhe falta e a palavra perdida: Cuidar do Ser.
Jean Yves Leloup, In "Cuidar do Ser: Fílon e os Terapeutas de Alexandria"
"Filon define em primeiro lugar os Terapeutas como "filósofos", homens e mulheres que amam a sabedoria. Ele especificará melhor, aliás, que são "verdadeiros filósofos", isto é, não se contentam apenas em discorrer sobre este ou aquele tema com brilho ou galhardia, como o fazem os sofistas; eles se esforçam por conformar o seu agir com o pensamento e o pensamento com o seu Ser profundo. O verdadeiro filósofo não se limita apenas a especular, ele se transforma. O homem é o seu livro de estudo, e ele deve folhear-lhe as páginas e descobrir o seu Autor. O Terapeuta será um verdadeiro filósofo, se for capaz de relacionar cada coisa com a sua causa primeira... Cuidar do corpo de alguém é prestar atenção ao sopro que o anima. Para os antigos hebreus, a doença e a morte se achavam ligados a uma "perda" ou a uma falta de ar (sopro). Resuscitar, fazer alguém voltar à vida, era fazer novamente circular o ar (sopro) nos membros da pessoa. Quando quer "chamar" um ser humano a si, Deus "retira-lhe" o sopro e o corpo da pessoa volta à terra. O composto aniimado se decompõe, volta ao inanimado. Nossa vida depende de um sopro, o Terapeuta cuida desse sopro que informa o corpo. Curar alguém é fazê-lo respirar: "pôr o seu sopro ao largo" (sentido da palavra "salvação" em habraico), e observar todas as tensões, bloqueios e obstruções, que impedem a livre circulação do ar (sopro), ou seja, a plena expansão da alma num corpo. Caberá ao terapeuta a função de "desatar" esses nós da alma, esses obstáculos à Vida e à Inteligência criadora no corpo animado do ser humano."
In "Cuidar do Ser", Jean Yves Leloup

E este é, hoje, o percurso que me (e)move, o compromisso que tanto tempo levei a assumir, por quase terror da imensa responsabilidade e, por saber muito bem, ser a minha matriz, assim que assumida. Foi, sem duvida, Jean Yves Leloup e outros autores e terapeutas na sua esteira, que me levaram a esta assumpção, a este caminho de (re)conhecer quem sou, quem estou, o que faço aqui e para onde vou.
Quero, assim, agradecer a todos os que passaram pela minha vivência, como formadores, curadores e terapeutas, que fizeram de Espelho, iluminando-me a sombra e a consciência - que o vosso caminho seja abençoado na compartilha, no propósito de serviço ao Outro, à Grande Mãe Sagrada e ao Universo.
Hari

sexta-feira, 20 de Abril de 2007

CARTA DA TRANSDISCIPLINARIDADE



MENSAGEM DE VILA VELHA/VITÓRIA
II Congresso Mundial de Transdisciplinaridade
06 a 12 de setembro de 2005 – Brasil




Preâmbulo
Considerando:
- que é necessário recordar, valorizar, ampliar e contextualizar a Carta da Transdisciplinaridade, documento adotado no I Congresso Mundial de Transdisciplinaridade, realizado em Arrábida, Portugal, em 1994;
- que as difíceis situações de sustentabilidade do planeta Terra e sua biosfera estão arremessando a humanidade para uma perspectiva de alto risco, comprometendo sua sobrevivência;
- que a crescente incompreensão entre os indivíduos e os conflitos de todas as ordens, causados principalmente pelas disputas de poder, são alguns dos maiores responsáveis pela explosão de antigas e novas barbáries no mundo atual;
- que somente protegendo o que temos em comum – tudo o que diz respeito ao ser vivo – é que poderemos falar de nossas diferenças, porque elas são as conseqüências de nossa semelhança, qualquer que seja nossa cultura;
- que as questões sociais, éticas, psicológicas, espirituais, políticas, econômicas e ambientais apresentam, na época contemporânea, uma complexidade e seriedade sem precedentes;
os participantes do II Congresso Mundial de Transdisciplinaridade (Vila Velha/Vitória, Espirito Santo, Brasil – 6 a 12 de setembro de 2005) adotaram a presente Mensagem, estruturada em torno de três eixos:
a Atitude Transdisciplinar busca a compreensão da complexidade do nosso universo, da complexidade das relações entre sujeitos, dos sujeitos consigo mesmos e com os objetos que os circundam, a fim de recuperar os sentidos da relação enigmática do ser humano com a Realidade – aquilo que pode ser concebido pela consciência humana – e o Real – como referência absoluta e sempre velada. Para isso, propõe a articulação dos saberes das ciências, das artes, da filosofia, das tradições sapienciais e da experiência, que são diferentes modos de percepção e descrição da Realidade e da relação entre a Realidade e o Real.
a Pesquisa Transdisciplinar pressupõe uma pluralidade epistemológica. Requer a integração de processos dialéticos e dialógicos que emergem da pesquisa e mantém o conhecimento como sistema aberto;
a Ação Transdisciplinar propõe a articulação da formação do ser humano na sua relação com o mundo (ecoformação), com os outros (hetero e co-formação), consigo mesmo (autoformação), com o ser (ontoformação), e, também, com o conhecimento formal e o não formal. Procura uma mediação dos conflitos que emergem no contexto local e global, visando a paz e a colaboração entre as pessoas e entre as culturas, mas sem desconsiderar os contraditórios e a valorização de sua expressão.


Declaração de intenções


Além de criar condições para o aprofundamento teórico e prático dos três eixos já citados, este Congresso teve o objetivo de analisar criticamente os documentos e experiências transdisciplinares anteriores, afirmando a necessidade de articular a atitude, a pesquisa e a ação transdisciplinares como base para a projeção de ações presentes e futuras.


Conclusões dos trabalhos
Em suas dimensões de atitude, pesquisa e ação a transdisciplinaridade:
- busca responder às necessidades provenientes da complexa interação dos múltiplos saberes, concepções, valores, experiências e práticas que caracterizam o mundo de hoje;
- visa permear todos os níveis da educação formal e não formal, articulando os diferentes saberes e os diferentes níveis do ser humano;
- incentiva o aprofundamento dos aspectos formais da transdisciplinaridade nas áreas da Ciência, da Filosofia e das Humanidades;
- abre a discussão sobre o aspecto transreligioso do sagrado e sobre sua integração e articulação com outros aspectos da transdisciplinaridade;
- procura evitar o risco de institucionalizar-se como um campo epistemológico rígido, a fim de preservar sua capacidade de investigação aberta, autocrítica e crítica;
- pretende permear as instituições, criar espaços e ações no interior delas, mas sem se institucionalizar de maneira rígida e sem se limitar aos espaços institucionais e formais;
- propõe promover a saúde individual e coletiva e o bem-estar do ser humano na sua multidimensionalidade, articulando seus níveis físico, emocional, mental e espiritual;
- reconhece diferentes modos e níveis de expressão que associam a Arte a valores estéticos e simbólicos, que promovem a conexão entre o sentir e a imaginação, permitindo que os seres humanos se elevem a horizontes novos e mais ricos de sentidos.
Recomendações
Criar
cátedras transdisciplinares internacionais itinerantes;
universidades transdisciplinares virtuais;
programas universitários de graduação, especialização, mestrado e doutoramento para o estudo da transdisciplinaridade;
redes virtuais e núcleos de estudo, pesquisa e ação transdisciplinares;
Propor novos modelos e ações de desenvolvimento, sustentáveis, capazes de avaliar criticamente as contradições subjacentes ao modelo de desenvolvimento baseado na tecnociência.
Estabelecer critérios de avaliação transdisciplinar das ações, levando em consideração parâmetros não apenas quantitativos, mas também qualitativos.
Realizar encontros interculturais que possibilitem uma tomada de consciência dos indivíduos para os valores universais e que estimulem a atitude, pesquisa e ação transdisciplinares.
Esta Mensagem está aberta para ser subscrita pelas pessoas interessadas em apoiar e exercitar a atitude, a pesquisa e a ação transdisciplinares em suas vidas.
Vila Velha/Vitória, Espírito Santo - Brasil
11 de setembro de 2005
Carta de Transdisciplinaridade
(adotada no Primeiro Congresso Mundial da Transdisciplinaridade, Convento de Arrábida, Portugal, 2-6 novembro 1994)
Preâmbulo
Considerando que a proliferação atual das disciplinas acadêmicas conduz a um crescimento exponencial do saber que torna impossível qualquer olhar global do ser humano;
Considerando que somente uma inteligência que se dá conta da dimensão planetária dos conflitos atuais poderá fazer frente à complexidade de nosso mundo e ao desafio contemporâneo de autodestruição material e espiritual de nossa espécie;
Considerando que a vida está fortemente ameaçada por uma tecnociência triunfante que obedece apenas à lógica assustadora da eficácia pela eficácia;
Considerando que a ruptura contemporânea entre um saber cada vez mais acumulativo e um ser interior cada vez mais empobrecido leva à ascensão de um novo obscurantismo, cujas conseqüências sobre o plano individual e social são incalculáveis;
Considerando que o crescimento do saber, sem precedentes na história, aumenta a desigualdade entre seus detentores e os que são desprovidos dele, engendrando assim desigualdades crescentes no seio dos povos e entre as nações do planeta;
Considerando simultaneamente que todos os desafios enunciados possuem sua contrapartida de esperança e que o crescimento extraordinário do saber pode conduzir a uma mutação comparável à evolução dos humanóides à espécie humana;
Considerando o que precede, os participantes do Primeiro Congresso Mundial de Transdisciplinaridade (Convento de Arrábida, Portugal 2 - 7 de novembro de 1994) adotaram o presente Protocolo entendido como um conjunto de princípios fundamentais da comunidade de espíritos transdisciplinares, constituindo um contrato moral que todo signatário deste Protocolo faz consigo mesmo, sem qualquer pressão jurídica e institucional.
Artigo 1:
Qualquer tentativa de reduzir o ser humano a uma mera definição e de dissolvê-lo nas estruturas formais, sejam elas quais forem, é incompatível com a visão transdisciplinar.
Artigo 2:
O reconhecimento da existência de diferentes níveis de realidade, regidos por lógicas diferentes é inerente à atitude transdisciplinar. Qualquer tentativa de reduzir a realidade a um único nível regido por uma única lógica não se situa no campo da transdisciplinaridade.
Artigo 3:
A transdisciplinaridade é complementar à aproximação disciplinar: faz emergir da confrontação das disciplinas dados novos que as articulam entre si; oferece-nos uma nova visão da natureza e da realidade. A transdisciplinaridade não procura o domínio sobre as várias outras disciplinas, mas a abertura de todas elas àquilo que as atravessa e as ultrapassa.
Artigo 4:
O ponto de sustentação da transdisciplinaridade reside na unificação semântica e operativa das acepções através e além das disciplinas. Ela pressupõe uma racionalidade aberta por um novo olhar, sobre a relatividade definição e das noções de ""definição"e "objetividade". O formalismo excessivo, a rigidez das definições e o absolutismo da objetividade comportando a exclusão do sujeito levam ao empobrecimento".
Artigo 5:
A visão transdisciplinar está resolutamente aberta na medida em que ela ultrapassa o domínio das ciências exatas por seu diálogo e sua reconciliação não somente com as ciências humanas mas também com a arte, a literatura, a poesia e a experiência espiritual.
Artigo 6:
Com a relação à interdisciplinaridade e à multidisciplinaridade, a transdisciplinaridade é multidimensional. Levando em conta as concepções do tempo e da história, a transdisciplinaridade não exclui a existência de um horizonte trans-histórico.
Artigo 7:
A transdisciplinaridade não constitui uma nova religião, uma nova filosofia, uma nova metafísica ou uma ciência das ciências.
Artigo 8:
A dignidade do ser humano é também de ordem cósmica e planetária. O surgimento do ser humano sobre a Terra é uma das etapas da história do Universo. O reconhecimento da Terra como pátria é um dos imperativos da transdisciplinaridade. Todo ser humano tem direito a uma nacionalidade, mas, a título de habitante da Terra, é ao mesmo tempo um ser transnacional. O reconhecimento pelo direito internacional de um pertencer duplo - a uma nação e à Terra - constitui uma das metas da pesquisa transdisciplinar.
Artigo 9:
A transdisciplinaridade conduz a uma atitude aberta com respeito aos mitos, às religiões e àqueles que os respeitam em um espírito transdisciplinar.
Artigo 10:
Não existe um lugar cultural privilegiado de onde se possam julgar as outras culturas. O movimento transdisciplinar é em si transcultural.
Artigo 11:
Uma educação autêntica não pode privilegiar a abstração no conhecimento. Deve ensinar a contextualizar, concretizar e globalizar. A educação transdisciplinar reavalia o papel da intuição, da imaginação, da sensibilidade e do corpo na transmissão dos conhecimentos.
Artigo 12:
A elaboração de uma economia transdisciplinar é fundada sobre o postulado de que a economia deve estar a serviço do ser humano e não o inverso.
Artigo 13:
A ética transdisciplinar recusa toda atitude que recusa o diálogo e a discussão, seja qual for sua origem - de ordem ideológica, científica, religiosa, econômica, política ou filosófica. O saber compartilhado deverá conduzir a uma compreensão compartilhada baseada no respeito absoluto das diferenças entre os seres, unidos pela vida comum sobre uma única e mesma Terra.
Artigo 14:
Rigor, abertura e tolerância são características fundamentais da atitude e da visão transdisciplinar. O rigor na argumentação, que leva em conta todos os dados, é a barreira às possíveis distorções. A abertura comporta a aceitação do desconhecido, do inesperado e do imprevisível. A tolerância é o reconhecimento do direito às idéias e verdades contrárias às nossas.
Artigo final:
A presente Carta Transdisciplinar foi adotada pelos participantes do Primeiro Congresso Mundial de Transdisciplinaridade, que visam apenas à autoridade de seu trabalho e de sua atividade.
Segundo os processos a serem definidos de acordo com os espíritos transdisciplinares de todos os países, o Protocolo permanecerá aberto à assinatura de todo ser humano interessado em medidas progressistas de ordem nacional, internacional para aplicação de seus artigos na vida.
Convento de Arrábida, 6 de novembro de 1994 Comitê de Redação Lima de Freitas, Edgar Morin e Basarab Nicolescu.

E tu, acreditas em Anjos?

Ilustração de Madalena Ghira,
livro "A Dança dos Anjos" de Maria de Lourdes Soares, Paulinas Editora

Parabéns Madalena, pela tua criatividade e ilustrações de sonho. E que bom o teu blog, para podermos espreitar as cores da tua Alma.

http://mariagira.blogspot.com/

Harimahal

"Um instrumento justo nas mãos de um homem que não é justo, tem efeitos injustos"

O encontro

e tu chegastecomo a palavra que
de súbito
irrompe a madrugada
de tempestades
e eras a calmaria
aparente
com a tempestade
dentro de ti
e eu, tempestade
aparente,
aguardava a calmaria
que vinha de ti
e de repente
encontramo-nos
tempestade e calmaria
calmaria e tempestade
uma dança inevitável
como o sentimento
que escolhe
o par perfeito

Ozias Filho
in "Páginas Despidas"

sábado, 7 de Abril de 2007

SALOMÃO E A FORMIGA ENAMORADA




"Caminhando, magnífico e nobre, passava Salomão em um lugar ao longe, diante de um formigueiro. Todas as formigas aproximaram-se para mostrar-lhe sua submissão; em uma hora havia milhares delas. Apenas uma não se apressou a vir, pois havia diante de seu ninho um montículo de areia cujos grãos contava um a um para fazê-lo desaparecer. Salomão a fez chamar e disse: "Formiga, não tens aspecto de ter grande resistência nem força; E nem com a longevidade de Noé e a paciência de Jó poderias levar a cabo o trabalho que tens empreendido. Se sai dos limites de tuas forças; nunca poderias fazer desaparecer esse montículo de areia". A formiga, soltando a lingua, disse: "Grande rei, nesta via não se pode avançar senão com magnanimidade!" Uma formiga, depois de me haver aprisionado na armadilha de seu amor, ocultou-se de minha vista dizendo-me: "Se destroes esse monte de areia e deixas livre o caminho, farei desaparecer o grande obstáculo que nos separa e aceitarei tua companhia. Então, me dediquei a este trabalho, sem pensar em outra coisa que em mover a areia. Se a faço desaparecer, poderei aspirar à união com minha amada. E se hei de perder a vida no cumprimento desta obra, não terei sido nem jactanciosa nem mentirosa". Amigo, aprende de uma formiga o que é a força do amor; aprende de um cego o segredo da visão. Ainda que a formiga esteja destinada ao infortúnio, é um servo no Caminho."
de Farid ud-Din Attar, in "O Livro Divino"

segunda-feira, 2 de Abril de 2007

O TEMPO QUE PASSAS A RIR É O TEMPO QUE PASSAS COM OS DEUSES...


 
Amado... sorri sempre!
 
Hari

sábado, 31 de Março de 2007

Carminha Levy


Um bem hajas pela Força de Amor e Propósito que conténs como Mensagem de Alma, proporcionando um melhor Despertar a quem te escuta e (re)lembra contigo o Sonho Amoroso que É.

Um muito obrigado por compartilhares a tua experiência de Vida.

Para sempre, no meu Coração gratificado, a Canção do teu Ser.

Boas "viagens"! Até já!

Harimahal

sexta-feira, 30 de Março de 2007

Ilusões

William Bouguereau, The Furies


Nestas incursões sobre descobrirmos quem somos, em busca da bussola e do ser que se esqueceu, encontramo-nos com a Criança Interna e, em terapia, começamos a dar toda uma outra significação ao porquê do vazio, da dor, da necessidade dessa "criança". E, ela surge, bem triste, traída, amargurada, feliz por estar a ser (re)conhecida e ao poder dar largas a toda a sua expressão divina.
O que muitos terapeutas se esquecem e, consequentemente impossibilita o paciente de reconhecer, é que essa "criança" também têm Sombra e, nessa Sombra está, também, a prepotencia, a ilusão, a ignorância e todo o seu atrevimento de ter razão, o lado cruel do instinto falho da genese humana, (in)vestida de "agora tenho de me permitir a ser a criança que não me foi permitido ser".
Bom, para a maior parte dos terapeutas isto é muito bom, significa mais uns tempos de terapia para o paciente e, obviamente, para ele também.
Agora, por favor, para quem de facto se compromete com um trilho de Verdade, Amor - Unidade, isto é caminho de circulos, bem redondos, sem espiral ascendente ou descendente que nos mova a visão da consciência - mais uma bem mascarada ilusão. A Criança tem de ser resignificada e amada - sem dúvida! Mas tem automaticamente de fazer a passagem para um outro estágio que não é, decerto, o da perpetuação dos nossos mesmos erros com outras melhores máscaras, desta vez acorbertadas e acobardadas de "criança interna". No buraco da agulha passa, de facto, melhor um camelo, se para isso tiver visão e humildade!

Hari

quinta-feira, 22 de Março de 2007

Escola para uma Nova Atitude - "Um Curso em Milagres"



O livro "Um Curso em Milagres" chegou-me às mãos em 1994, pelas mãos de um amigo que tinha vindo do Brasil e aí o tinha comprado. Ainda sem ter noção da forma como o conteudo do livro mudaria e abriria a minha consciência, fazendo um trabalho de Abertura ao Amor, à Unicidade, que hoje, reconheço como Propósito de Vida. Nessa altura e durante alguns anos, senti-me isolada no estudo das lições, na tentativa e erro de pôr em prática a mensagem do livro. Anos mais tarde, soube que haviam outras pessoas, principalmente a Isabel Ferreira que muito antes de mim, trabalhava a mensagem do livro.
A Isabel fez o que eu gostava de ter feito, partilhou e divulgou todo o seu estudo de "Um Curso em Milagres".
É gratificada, que hoje lhe dou os parabéns pelo novo espaço que vai abrir em Lisboa, dedicado a todos os que seguem e que pretendem ampliar a sua consciência neste contexto, levando a uma nova visão do - Conhece-te a ti mesmo.
Obrigado Isabel pela coragem de seguires e cantares a tua Canção, uma partitura de Amor.
Harimahal

"É com muita alegria que vos convido a virem conhecer o cantinho do Curso em Milagres.
Como muitos de nós já sabemos, o Curso em Milagres oferece-nos uma outra estrutura de pensamento que serve de base para o desenvolvimento de uma nova escola de pensamento a que chamei "Escola para uma Nova Atitude".
No dia 24 de Março (sábado, a partir das 17,30H) convido-vos para uma taça de espumante e a festejar, em conjunto, este novo espaço, onde continuaremos a encontrar-nos daqui para a frente.

Rua Júlio Dinis, nº 14 - 3ºA, ao lado do c.comercial Apolo 70
email
iferreirarci@netcabo.pt

Telef: 96 612 5154

Cá vos espero com muita satisfação e Amor.
Um grande abraço para todos,
Isabel Ferreira

http://www.unisucesso.blogspot.com/">http://www.unisucesso.blogspot.com/

quarta-feira, 21 de Março de 2007

Os dons de Deus

Um dia, um homem entrou numa loja e, estupefacto, viu um anjo atrás do balcão.
Maravilhado com aquela visão, perguntou:
"- Anjo, o que vendes?"
O anjo respondeu: "- Todos os dons de Deus."
O homem voltou a perguntar:
"- E custam caro?"
E a resposta do anjo foi:
"- Não. É de graça.. é só escolher."
O homem, todo feliz, olhou para toda a loja e viu jarras de vidro de fé, pacotes de sabedoria, caixas de felicidade... Não estava acreditando que poderia adquirir tudo aquilo.
"- Por favor, embrulhe para mim, muito amor de Deus, bastante felicidade, abundante perdão d'Ele, amor ao próximo, paciência, tolerância..."
O anjo anotou o pedido e foi separar os produtos. Ao retornar, entregou-lhe vários pacotinhos, que cabiam na palma da mão do homem. Espantado, ele indagou:
"- Como pode você me dar apenas esses pacotinhos?! Eu quero levar uma grande quantidade dos dons de Deus."
O anjo respondeu: "- Querido amigo, na loja de Deus nós não vendemos frutos. Apenas sementes."

Ao ler esta história lembrei-me do que vejo em ti – um armazém de sementes diversas, prontas para colocar na tua terra, onde expões a tua melhor obra.
Não acredites, certifica-te do que espelho, atreve-te a uma mirada no teu centro/dentro, “vê”, “olha” tu mesmo e, confia…
tanta tela por pintar…
experimenta, com um sorriso, um sorriso daqueles que te acende…
sim, esse que estás a fazer agora.
O universo resolveu colocar-te um espelho no caminho nesta altura da vida, porquê?
Não tenho resposta para isso. Sei apenas que este é o meu estar contigo, a minha utilidade de agora – (re)lembrar-te o teu direito de criador, gesticular e gritar se necessário for, para que te vejas, te ouças e sintas, para lá das “vestimentas”, das crenças, das formatações de meio e sociais.
Para que nunca te esqueças que tudo te é possível, que tudo te foi dado e no corpo (a)guardado.

Com amor,
Harimahal

"Somente quando desistires do "como deveriam ser as coisas", poderemos apreciar a paz profunda daquilo "que é"

Sobre o Evangelho de Maria Madalena

Marie Madeleine de Georges de la Tour
O Evangelho de Maria de Magdala foi encontrado no Códice de Akhmin, um texto gnóstico e apócrifo do Novo Testamento que foi adquirido pelo Dr. Carl Rheinhardt no Cairo em 1896. A tradução integral do texto só veio à luz em 1955. Embora este Evangelho tenha, no mínimo, 19 páginas, as páginas de 1 a 6 e 11 a 14 estão faltando. Embora o nome do autor não seja mencionado no texto, na literatura popular convencionou-se chamar-lhe de O Evangelho de Maria de Magdala devido ao papel preponderante da personagem em relação aos outros apóstolos. Ele foi escrito num dialeco copta e data do século IV ou V d.C. Há também um papiro em grego antigo com parte do texto e cuja datação remonta ao século III d.C.
Nesse Evangelho, Maria de Magdala aparece como a herdeira espiritual e principal apóstolo de Jesus Cristo. Ela o vê após a ressurreição e lhe faz várias perguntas. O teor das respostas do Salvador mostra um tipo de Cristianismo visceralmente diferente, repleto de conceitos budistas e taoístas. Por exemplo, numa passagem, ele diz:

Todo o universo, todas as coisas formadas, todas as criaturas estão unidas umas às outras, elas dependem umas das outras e serão dissolvidas novamente em sua própria origem. Pois a natureza da matéria é ser dissolvida em sua própria essência. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça.

E isso é muito semelhante ao conceito taoísta de Unidade conforme está expresso no capítulo 34 - Falando sobre o Tao - do Tao Te Ching:

A vida de todas as coisas deriva dele [Tao]Todas as coisas retornam a eleE ele contém todas as coisas
Em outras parte do Evangelho de Maria Madalena é narrada a jornada da alma após a morte e os desafios por que ela tem de passar. Esse trecho é muito semelhante ao Livro Tibetano dos Mortos, segundo o qual a alma encontra deidades pacíficas e furiosas em sua jornada após a separação do corpo.
E a alma disse:

‘Por que me julgaste apesar de eu não haver julgado? Eu estava aprisionada; no entanto, não aprisionei. Não fui reconhecida que o Todo se está desfazendo, tanto as coisas terrenas quanto as celestiais.’ “Quando a alma venceu a terceira potência, subiu e viu a quarta potência, que assumiu sete formas. A primeira forma, trevas; a segunda, desejo; a terceira, ignorância; a quarta é a comoção da morte; a quinta é o reino da carne; a sexta é a vã sabedoria da carne; a sétima, a sabedoria irada. Essas são as sete potências da ira."

Não há dúvida de que o texto lança uma nova perspectiva sobre as origens do Cristianismo. Segundo Karen L. King, professora de História Eclesiástica da Universidade de Harvard, o Evangelho Apócrifo de Maria Madalena oferece

“um olhar intrigante para um tipo de Cristianismo perdido há mais de mil e quinhentos anos.” Ela reafirma que o evangelho “apresenta uma interpretação radical dos ensinamentos de Jesus como caminho espiritual interior; ele rejeita o sofrimento e morte como caminho para a vida eterna; ele expõe a visão errônea de que Maria de Magdala foi uma prostituta pelo que ele é: uma ficção teológica; ele apresenta o argumento mais honesto e convincente num escrito sobre o Cristianismo antigo para a legitimação da liderança feminina; ele oferece uma crítica ferrenha sobre o poder ilegítimo e a visão utópica de perfeição espiritual; ele desafia nossa visão romântica sobre a harmonia e unanimidade dos primeiros cristãos; e ele nos faz repensar sobre a base da autoridade da igreja.” Ela também observa que as tensões no Cristianismo do segundo século estão refletidas no “confronto entre Maria Madalena e Pedro, que é um cenário encontrado também no Evangelho de Tomás, no Pistis Sophia e no Evangelho copta dos Egípcios. Pedro e André representam posições ortodoxas que negam a validade da revelação esotérica e rejeitam a autoridade feminina para ensinar a doutrina.”

Abaixo está o fragmento traduzido.
Evangelho Apócrifo de Maria Madalena [Fragmento]

[…]então, a matéria será salva ou não?
O Salvador disse: Todo o universo, todas as coisas formadas, todas as criaturas estão unidas umas às outras, elas dependem umas das outras e serão dissolvidas novamente em sua própria origem. Pois a natureza da matéria é ser dissolvida em sua própria essência. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça”

Pedro lhe disse: “Já que nos explicaste tudo. Diz-nos isso também: o que é o pecado do mundo?”
Jesus disse: “Não há pecado; sois vós que os criais, quando fazeis coisas da mesma espécie que o adultério, que é chamado ‘pecado’. Por isso, Deus-Pai veio para o meio de vós, para a essência de cada espécie, para conduzi-la a sua origem”

Em seguida disse: “Por isso adoeceis e morreis […] Aquele que compreende minhas palavras, que as coloque em prática. A matéria produziu uma paixão sem igual, que se originou de algo contrário à Natureza Divina. A partir daí, todo o corpo se desequilibra. Essa é a razão por que vos digo: tende coragem, e se estiverdes desanimados, procurai força das diferentes manifestações da natureza. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça.”

Quando o Filho de Deus assim falou, saudou a todos dizendo:

“A Paz esteja convosco. Recebei minha paz. Tomai cuidado para que ninguém vos afaste do Caminho, dizendo: ‘Por aqui’ ou ‘Por lá’, pois o Filho do Homem está dentro de vós. Segui-o. Quem o procurar, o encontrará. Prossegui agora, então, pregai o Evangelho do Reino. Não estabeleçais outras regras, além das que vos mostrei, e não instituais como legislador, senão sereis cerceados por elas”. Após dizer tudo isso, partiu.
Mas eles estavam profundamente tristes. E falavam: “Como vamos pregar aos gentios o Evangelho do Reino do Filho do Homem? Se eles não o procuraram, vão poupar a nós?” Maria Madalena se levantou, cumprimentou a todos e disse a seus irmãos:

“Não vos lamentais nem sofrais, nem hesiteis, pois sua graça estará inteiramente convosco e vos protegerá. Antes, louvemos sua grandeza, pois Ele nos preparou e nos fez homens.” Após Maria ter dito isso, eles entregaram seus corações a Deus e começaram a conversar sobre as Palavras do Salvador.
Pedro disse a Maria: “Irmã, sabemos que o Salvador te amava mais do que qualquer outra mulher. Conta-nos as palavras do Salvador, as de que te lembras, aquelas que só tu sabes e nós nem ouvimos”.
Maria Madalena respondeu dizendo:

“Esclarecerei a vós o que está oculto”. E ela começou a falar essas palavras: “Eu…”, disse ela, “Eu tive uma visão do Senhor e contei a Ele: ‘Mestre, apareceste-me hoje numa visão’. Ele respondeu e me disse: ‘Bem-aventurada sejas, por não teres fraquejado ao me ver. Pois, onde está a mente, há um tesouro’. Eu lhe disse: ‘Mestre, aquele que tem uma visão vê com a alma ou com o espírito?’ Jesus respondeu e disse: “Não vê nem com a alma nem com o espírito, mas com a consciência, que está entre ambos -assim é que tem a visão […]”.
E o desejo disse à alma: ‘Não te vi descer, mas agora te vejo subir. Por que falas mentira, já que pertences a mim?’ A alma respondeu e disse: ‘Eu te vi. Não me viste, nem me reconheceste.
Usaste-me como acessório e não me reconheceste.’ Depois de dizer isso, a alma foi embora, exultante de alegria. “De novo alcançou a terceira potência, chamada ignorância. A potência, inquiriu a alma dizendo: ‘Onde vais? Estás aprisionada à maldade. Estás aprisionada, não julgues!’
E a alma disse: ‘Por que me julgaste apesar de eu não haver julgado? Eu estava aprisionada; no entanto, não aprisionei. Não fui reconhecida que o Todo se está desfazendo, tanto as coisas terrenas quanto as celestiais.’ “Quando a alma venceu a terceira potência, subiu e viu a quarta potência, que assumiu sete formas. A primeira forma, trevas; a segunda, desejo; a terceira, ignorância; a quarta é a comoção da morte; a quinta é o reino da carne; a sexta é a vã sabedoria da carne; a sétima, a sabedoria irada. Essas são as sete potências da ira. Elas perguntaram à alma: ´De onde vens, devoradora de homens, ou onde vais, conquistadora do espaço?’ A alma respondeu, dizendo: ‘O que me subjugava foi eliminado e o que me fazia voltar foi derrotado…, e meu desejo foi consumido e a ignorância morreu. Num mundo fui libertada de outro mundo; num tipo fui libertada de um tipo celestial e também dos grilhões do esquecimento, que são transitórios.
Daqui em diante, alcançarei em silêncio o final do tempo propício, do reino eterno’.”
Depois de ter dito isso, Maria Madalena se calou, pois até aqui o Salvador lhe tinha falado. Mas André respondeu e disse aos irmãos: “Dizei o que tendes para dizer sobre o que ela falou. Eu, de minha parte, não acredito que o Salvador tenha dito isso. Pois esses ensinamentos carregam idéias estranhas”. Pedro respondeu e falou sobre as mesmas coisas. Ele os inquiriu sobre o Salvador: “Será que ele realmente conversou em particular com uma mulher e não abertamente conosco? Devemos mudar de opinião e ouvirmos ela? Ele a preferiu a nós?” Então Maria Madalena se lamentou e disse a Pedro: “Pedro, meu irmão, o que estás pensando? Achas que inventei tudo isso no mau coração ou que estou mentindo sobre o Salvador?” Levi respondeu a
Pedro: “Pedro, sempre foste exaltado. Agora te vejo competindo com uma mulher como adversário. Mas, se o Salvador a fez merecedora, quem és tu para rejeitá-la? Certamente o Salvador a conhece bem. Daí a ter amado mais do que a nós. É, antes, o caso de nos envergonharmos e assumirmos o Homem Perfeito e nos separaremos, como Ele nos mandou, e pregarmos o Evangelho, não criando nenhuma regra ou lei, além das que o Salvador nos legou.”
Depois que Levi disse essas palavras, eles começaram a sair para anunciar e pregar.

Escrito por Josenildo Marques, http://monomito.wordpress.com/

terça-feira, 20 de Março de 2007

A ventura de cada dia




Cada dia é unico, irrepetível, novo e a estrear com o que lhe quisermos pintar.
Estar no Coração e sentir/agir, a partir dele, dá-nos essa perspectiva, esse ritmo perfeito de maré sentida no corpo que se deixa fluir...
O cronómetro serve apenas para nos lembrar que urge a escolha da qualidade que fazemos com o Sopro que vivifica. Reagir à acefalia das massas, na inconsciência das maiorias que nos rodeiam... Estar vida. Será isto Luz? Resplandecente?

Hari

quarta-feira, 14 de Março de 2007

SER

Deus não me pedirá contas de eu não ter sido S. Francisco de Assis ou mesmo Jesus Cristo.
Deus vai-me pedir contas de não ter sido completa e intensamente Eu.
Martin Buber

terça-feira, 6 de